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                             ARQUIVO - 5 -            

                             

                                    JUNHO = 2006

DIA 3 DE JUNHO, O GRUPO DAS 4 COMEMOROU SEU DÉCIMO SEGUNDO ANIVERSÁRIO, COM UM JANTAR NO RESTAURANTE FAZENDA VELHA EM ANDRADAS. HOUVE LEITURA DE TEXTOS, CANTOS, DECLAMAÇÕES E MUITA MÚSICA, PELOS SEUS MEMBROS E CONVIDADOS.

DATAS DO MÊS

12/06 - DIA DOS NAMORADOS

12/06 - SANTO ANTONIO

15/06 - CORPUS CHRISTI

24/06 - SÃO JOÃO

29/06 - SÃO PEDRO/SÃO PAULO

 

Brasil, País do Presente   12 DE JUNHO - DIA DOS NAMORADOS      Saci

 

                                  BRASIL, PAÍS DO PRESENTE

 

        Um grande erro dizer: Brasil, País do Futuro.

       Uma frase que não traz nenhuma mensagem de trabalho imediato. Quando falamos País do futuro é o mesmo que deixar para depois o que podemos fazer agora. O Futuro é um tempo incerto, sem nenhuma afirmação positiva.

        O presente está nas pessoas que hoje vivem, que necessitam de bens de consumo e das facilidades necessárias para alcançá-los. Está no conjunto das famílias que buscam o sustento de cada dia.

        Como ficam então os políticos que só prometem? Estão falando de coisas que pretendem fazer, mas muitas e muitas vezes não fazem!

         É um dilema porque não podemos saber se realmente cumprirão as promessas.

         Como queremos um Brasil do presente, temos que questionar a certeza de que os planos de ação já estejam traçados. Aí então, o homem público diria: -- Tracei os planos de meu mandato e as obras tais e tais serão iniciadas tão logo seja eleito, etc.

          Não é apenas o político que deve erguer as mangas e trabalhar, somos todos nós, em tudo aquilo que pudermos auxiliar para agilizar o progresso imediato.

          Questionar demais sem oferecer soluções é hábito nocivo. Quanto mais se apuram fatos que ferem a sociedade mais necessidade de ações são necessárias. Quando dizemos que a educação necessita de uma resposta urgente, não adianta este ou aquele cidadão atacar ou culpar sistemas ou pessoas, isto não leva a nada. Apenas a comentários e mais comentários sem um fim específico.

           Algo erradíssimo é um candidato ou partido esbravejar contra o opositor, querendo levar para seu lado eleitores. Em nossos dias, tal coisa parece do passado. Ganhariam mais se mostrassem com muita clareza o que pretendem fazer em benefício da Nação. A população já não é tão inocente, não se deixa levar por bravatas.

           Poderemos mostrar ao mundo que o Brasil do Presente possui muita competência para uma eleição perfeita. Já temos um sistema de votação única e a mais veloz do planeta. Com candidatos dentro de um padrão de comportamento visando sempre o bem da Nação, cresceremos diante das demais sociedades da Terra. Algo magnífico que depende exclusivamente do  pensamento político.

           Não é impossível nem utopia o exposto, é a realidade ao alcance dos  homens e mulheres que nos representarão.

            O primeiro passo é acreditarmos que isto seja possível, o segundo é condenarmos os desvios.  

            Tudo parece tão simples se os interesses próprios não desvirtuassem a formação de dois times, ambos empenhados no alcance do mesmo ideal. Em comparação pode ser citada a nossa seleção de futebol, cujo único objetivo é vencer. Lógico, o outro é o da adversária que também veste a camisa de seu país. Em síntese, metas idênticas. Aquela que perder não deixará de continuar a jogar. Significa que a garra em benefício da Nação, com a união de ambas só poderá trazer excelentes resultados.  

          Jogar pelo Brasil para que imediatamente ele alcance as metas mais almejadas por todos nós é o cenário de uma partida que dura quatro anos, onde não pode haver cartão vermelho, onde a consciência, a honestidade, a dignidade são condições essenciais.

           Em outubro será feita a seleção e em janeiro é dado o início da peleja. Que o resultado não seja decepcionante, é o maior desejo dos brasileiros.    

                                                                        Por Armando de Oliveira Caldas      

                               

                        12 DE JUNHO – DIA DOS NAMORADOS

 

                                                                               Por Luiz Antonio Pontes Diogo

        O amor está no ar.

        Já estamos no mês de Junho, mês que se comemora muitas datas alegres.

        Destacamos uma data muito importante para quem ama.

        Dia 12 de Junho dia dos namorados, nesta data o amor exala em tudo e em todos.

        O clima de romance e amor está em toda parte.

        Ao amanhecer brindamos esta data com muito sentimento, através de pássaros executando um som melodioso.

        Parecendo interpretar temas de filmes de amor, há um clima de intensa paixão.

        Rosas vermelhas e amores-perfeitos, desabrochando, sinal que o amor e a paixão estão em perfeita sintonia.

        Casais de namorados sobre a influência da linda lua cheia ficam mais apaixonados neste período.

        Sem falar dos eternos apaixonados, cultivando o mais sublime dos sentimentos: o amor.

        Período que os corações ficam mais sensíveis, contagiando as pessoas a se apaixonarem.

        Nesta data linda, todos ficam mais felizes e uma onda de amor e paixão atinge o mundo inteiro.

        Uma onda cheia de sentimentos de intensa paixão, acompanhada por sensações maravilhosas e irresistíveis.

        Neste dia o amor esta em toda parte, principalmente nos corações dos amantes e dos eternos apaixonados.

        O dia dos namorados é sem dúvida uma data especial, onde o amor é o artista principal e que ele esta em cada canto e em cada região.

        E que a frase “Eu te amo”, está em cada idioma e em cada nacionalidade.

        E ele está nos corações dos eternos namorados de todo planeta.

                                         

 

                                                        O saci

 

                                                      Por Aparecido Medeiros (em memória)

                                                      Extraído do Livro Cantos da Serra

 

        Em épocas passadas, não muito longe da nossa, há uns cinqüenta anos, para ser mais preciso, na zona rural, não dispúnhamos de luz elétrica. O rádio a pilha ainda não existia, meios de transporte também não, pois as estradas eram precárias e no tempo das águas era difícil até para caminhar. Assim sendo, o pessoal não tinha outro lazer que o de reunir-­se todas as noites para jogar conversa fora. E nessas ocasiões, o assunto predileto era o de assombração e outros seres. Entre eles, o saci - aquela figura horripilante que, como todos sabem, sempre causou medo às criaturas. Hoje não, as pessoas aprenderam que todos aqueles personagens só fazem parte do nosso folclore. Naquela época acreditava-se piamente em sua existência e ficava-se arrepiado da cabeça aos pés, e, para dormir, tinha que ser no meio do pai e da mãe, agarrado aos dois.

    Por esse motivo, apesar de idoso, não consigo passar a noite sozinho em lugares ermos, sem pensar naquelas trágicas aparições.

    Com o advento do rádio e da TV em todos os lares, não sobra mais tempo para aquele tipo de conversa.

    Durante quarenta anos de convivência com Alvarinda, sempre a ouvia dizer com a firme convicção que, quando criança, vira o saci. Descrevia-o como um pretinho de uma perna só, com capuz e short vermelhos e pito na boca, que do galho da árvore sorria e abria os braços para ela!

    Alvarinda, com seus seis anos de idade, no auge daquele abalo começou a chorar convulsivamente, tendo que ser levada para casa nos braços de suas irmãs um pouco maiores, que brincavam de escorregar no coco (brincadeira antiga de escorregar do barranco em cima de uma folha de coqueiro) enquanto Alvarinda ficava só, em cima do barranco, pois não podia participar da brincadeira, devido a sua pequenez.

    Com a minha maturidade, aprendi que Alvarinda nunca mentiu. Vira, realmente, o dito-cujo, claro que não com uma visão concreta, mas com os olhos da alma, aqueles que vêem, mas não sabem distinguir um mito da realidade. Na sua visão de criança, febril que já estava, este foi um pesadelo que a fez confundir a realidade e, então, ela falava da visão como sendo a mais pura das verdades.