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                                     ARQUIVO - 49 -   

             

    JUNHO - 2010

 

DATAS DO MÊS

16º ANIVERSÁRIO DO GRUPO DAS QUATRO

03/06  - CORPUS CHRISTI

12/06 - DIA DOS NAMORADOS

13/06 - SANTO ANTÔNIO

24/06 - SÃO JOÃO

29/06 - SÃO PEDRO

                             

 

                            RIQUEZA MINERAL DE ANDRADAS

 

                                                                                                         Por Anita Lopes

 

     Há a Pedra do Elefante que é também conhecida como a Pedra do Diamante, no Bairro dos Lobos. Nessa serra foi encontrado um enorme diamante que um forasteiro levou para saber do seu respectivo valor e aqui jamais voltou. Nessa época os meios de comunicação eram difíceis.

     Há a espiga de milho petrificada. Seus grãos eram de puro ouro, confirmado por meu irmão Christovam, que a teve em suas mãos. E como a pedra do diamante, foi levada por alguém que não voltou. Essa espiga foi encontrada junto a uma vitrine em frente ao Pavilhão do Vinho em uma casa que foi demolida.

      Meu irmão Moacyr encontrou em nossa zona rural, com precisão, não sei aonde, uma linda pedra amarela, ovalada, achatada de uns doze centímetros de comprimento e de uns dois dedos de espessura. Seu brilho era intenso. Meu irmão Moacyr entregou para meu cunhado Clodomiro que por sua vez entregou a um amigo para que lá em São Paulo avaliassem o seu real valor. E mais uma vez ficamos a ver navios. Essa pedra eu cheguei a vê-la.

       Sob o solo da cachoeirinha do antigo Campo de Análises, existe um tesouro valiosíssimo, de barras de ouro e libras esterlinas, que segundo os meus pais, esse tesouro foi enterrado pelos escravos para que pudessem comprar a tão sonhada carta de alforria. Porém logo foi decretada a Lei Áurea e o tesouro ficou escondido (em 1888).

                                          

                                                              FATO ACONTECIDO  

                                                                                                                 Por Anita Lopes

   Em 1913, a minha avó paterna, faleceu, meus pais logo ao escurecer, foram para o velório que ficava em frente sua casa na praça da Rodoviária. Quiseram levar o pequenino Pedro, meu irmãozinho de cinco anos de idade. Ele desobedeceu porque queria ir com as botinas novas ofertadas a ele pelo Padre Pires. Meus pais não consentiram porque havia muita lama na praça devido a forte chuva e Pedrinho disse aos meus pais: -- eu vou deitar-me.  Passado mais ou menos uma hora o Pedrinho adentrou a casa onde estavam os meus pais, chorando desesperadamente e relatou o seguinte:  -- Assim que ele deitou-se ouviu um forte assobio junto de si, voltou-se e deparou com um negrinho de gorro vermelho, fumando cachimbo, com uma perna só, dando risadas.

    Mais tarde lá em São Paulo, eu com uns treze anos e ele, o Pedro com uns 30 anos eu perguntei-lhe: - Pedro é verdade que você viu o saci? Ele deu uma risadinha e não respondeu.

  Quando eu era adolescente eu não ia ao cemitério em um dia de finados, havia falecido meu tio Elizeu, que foi casado com minha tia Auta. Eu não fui ao velório. A noite ao deitar-me no quarto onde estavam as minhas sobrinhas Benedita, Aparecida e Luiza, eu senti sob meu colchão um forte arranhão continuo, assustada passei para a cama de minhas sobrinhas e o ruído passou junto.

  Certa noite, nós acordamos com forte barulho de algo que espantava os patos, existentes em nosso quintal. O Papai levantou-se e foi ver o que era. Os patos estavam calmamente deitados atrás de um quartinho. Eu da porta da cozinha observava o papai, porém o barulho veio a onde eu estava.

  Meu mano Christovam de dezoito anos chegou da rua e foi deitar-se no quarto anexo ao de meus pais e eu. Assim que ele deitou-se, ouviu um forte assobio junto de seus ouvidos. Ele deu diversos socos e tudo desapareceu.

  Meu irmão Moacyr era barreirista lá na Grama; ficava até altas horas vigiando para que os fora da lei não passassem a divisa em Minas e São Paulo. Certa noite ele viu sobre um alto barranco uma luz forte, vermelha, dirigindo um cachorro sobre uma mesa, tudo era vermelho e o inexplicável continuou seu caminho desaparecendo na estrada.

  Existe o fato de um menino de uns sete anos ficar ausente de seu lar, seus pais desesperados a sua procura, o encontraram após três dias no alto de uma árvore, toda cheia de espinhos.

  Se a mente permitir escreverei outros fatos em outra ocasião.  

                                                      

                                                                                       Ser Velho

 

                                                                                                Por Armando de Oliveira Caldas

 

  Ser velho não quer dizer sentir-se velho. Quanto mais vivemos mais observamos as mudanças. Acompanha-las é fator de barrar os anos que teimam a passar independente de nossa vontade.

   Registrados em nossas lembranças aos poucos, vamos percebendo a vida como ela é. As inovações são surpreendentes, das carroças e cavaleiros aos potentes veículos que transitam em todas as direções.

   Vivi mais da metade do século passado, mas não me surpreendi com a TV que hoje é um objeto comum. Tão pouco os celulares me chamaram a atenção, sequer os computadores e a internet.

    Nada mais que venha a acontecer pode me causar espanto, pois tudo de ora em diante vai sendo previsível. Estamos vivendo o futuro onde a tecnologia envolve a humanidade.

     Idéias de todos os tipos invadem as páginas da internet abraçando o mundo com fantasias e realidades. É um lugar especial para pesquisas, onde a filtragem do que se lê é importantíssima para não partilharmos de mensagens tolas ou sensacionalistas. Porém, é o atual caminho para extrairmos conhecimentos.