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                                      FEVEREIRO - 2009

DATAS DO MÊS

22-02 - ANIVERSÁRIO DE ANDRADAS

24-02 - CARNAVAL

25-02 - QUARTA FEIRA DE CINZAS

                     

A ALGUÉM MUITO QUERIDO  PEQUENO PEFIL DA ELAINE VENTURELI CALDAS (HOMENAGEM) UM DESEJO... A FACULDADE  ANDRADAS: A CIDADE ALTANEIRA DAS GERAIS

                                                

                 A alguém muito querido

                    Você que veio das estrelas e deu o grande mergulho no mundo da matéria. Você que veio das estrelas trazendo consigo o dom da poesia, das fantasias e da arte. Você que já mãe e avó, conservou nos olhos a alma de menina, brilhando feliz quando alegre e rasos d’água quando ferida por alguma palavra infeliz.

                     Você que veio das estrelas, e trouxe o brilho dividindo-o com todos que a rodearam. Você amiga, que por rápidos dois anos, concedeu-me a convivência sincera de vários momentos.

                     Ouça o que as estrelas têm a lhe dizer agora. Que nada é mais importante, nem mesmo o mundo que tentou distrair sua visão cósmica, do que o retorno às suas origens no espaço. E verá que na verdade não está só, que são muitos os seus irmãos das estrelas ao seu redor. Irmãos que esperaram longo tempo para tê-la de volta ao seu lugar.

                     Saberá encontra-los pela afinidade de suas energias, pelo chamado de seus corações e pela profunda identificação dos seus sentimentos.

                     Você que veio das estrelas, não será mais seduzida pelas falsas luzes do asfalto. Está de volta ao seu lugar.

                     Perdemos nós, os que aqui ficamos um pouco mais pobres, meio que confusos na penumbra, antes iluminada por seu brilho.

                     Estenda seus braços e num único abraço, envolva a todos nós que nesse grupo continuamos a cumprir com alegria e prazer o trabalho literário, poético, musical e artístico que você começou e tenho certeza continuará aí, junto às outras estrelas que já voltaram.

                     E é esse pensamento que nos consola, o saber que um dia, estaremos todos juntos outra vez, formando um grupo estelar, onde os nossos mais puros sentimentos serão manifestados da mesma forma que o fazemos hoje aqui. Até lá amiga!

 

Andradasm 21 de Janeiro de 2009.

Maria Alice Muller

                        

      PEQUENO PERFIL DA ELAINE VENTURELI CALDAS     

                                             (HOMENAGEM)

                                                                              Por Anita Lopes

            A Elaine Ventureli Caldas foi linda em todos os sentidos. Filha de tradicionais famílias Andradenses – os Torres e os Venturelli. Teve uma infância feliz. Educada com carinho. Desde pequenina já demonstrava ser o que seria na fase adulta. Muito jovem casou-se com Armando de Oliveira Caldas e teve três filhos: a Sandra, a Selma e o Roberto. Os dons que a Elaine possuía foram extraordinários. Destacou-se como educadora, escritora e poetisa, que a levaram a receber diversos prêmios.

        Nas belas artes, como pintora e artesã, deixou belíssimos trabalhos: olhava para a natureza, olhava para as pessoas e as imortalizavam nos quadros. Sua cultura e sua religiosidade fizeram-na amiga de todos que com ela tiveram a felicidade de convívio. 

        Foi uma das quatro fundadoras do grupo literário denominado “Grupo das Quatro” nesta cidade de Andradas.

        Na tenra idade aprendeu as primeiras letras com a minha mãe. Eu era mocinha e ajudava nesse mister e a escola era conhecida como a Escola da D. Mariquinha Lopes. Pois minha mãe se chamava Maria Izabel Andrade Lopes. Ainda guardo com carinho um santinho que a pequenina Elaine me ofertou, nos seus sete anos de idade.

        Você Elaine, seguindo o Evangelho foi a luz do mundo e tenho a certeza que onde você está a sua luz é mais intensa, para que possamos também seguir os ensinamentos do Mestre dos Mestres o Senhor Jesus Filho de Deus Vivo.

        E é por isso Elaine, que a sua progenitora Sra. Anézia Torres Ventureli, os seus irmãos, o seu esposo, os seus filhos e os seus amigos jamais a esquecerão.  

                    

 

                                                    UM DESEJO...

                                         por Armando de Oliveira Caldas

        Um fato que não poderia esquecer, ainda se prende ao período em que a Elaine estava internada no Hospital de Andradas.

         Diante da atenção que os enfermeiros e enfermeiras lhes prestavam, ou melhor, do carinho sempre presente, ela desejou registrar os nomes de cada um deles. Solicitou-me que lhe providenciasse um pequeno caderno para que anotasse seus nomes. Com certeza, para um dia transmitir sua gratidão.

         Dado o seu estado de saúde, com mãos trêmulas apenas alguns nomes foram anotados, mas teria colocado os componentes de toda equipe que trabalha na Santa Casa de Andradas, merecedora de respeito e admiração.

         Constam no seu caderninho:

                 Maria Alice – enfermeira

                Jaqueline – enfermeira

               Fernando – enfermeiro

        Vera do “Marquinho” – enfermeira

                 Silvana – limpeza

                  Denise – enfermeira

                  Eliadora – enfermeira

                 Maria de Lourdes Furtado – enfermeira

        Izabel Soares – enfermeira

                  Edmar – portaria

                  Sandra

         Infelizmente o tempo lhe era curto e não conseguiu listar todos, como era sua intenção. Porém, esta é uma mostra de sua vontade.

         Em nome dela, que o agradecimento fique registrado.

                         

          

                                                     A FACULDADE

                              Por Elaine Ventureli Caldas (em memória)

                                                escrito em 9-setembro-2007

        Levantei-me bem cedo e pus-me a organizar a casa. Havia uma infinidade de providências a tomar: Roupas para lavar, compras a fazer, camas para estender, almoço, enfim tudo o que uma boa dona de casa sabe ser sua obrigação. Não podia haver falha, pois às l4,00 horas começava a tão sonhada Faculdade da Terceira idade.

      Durante toda minha vida havia sonhado com isso.

      Quando criança imaginava ser um privilégio de seres abastados: Os que conseguiam tal feito, um diploma de doutor, eram filhos de fazendeiros ou coronéis do campo e da cidade. A nós, seres comuns, filhos do proletariado, só restavam seguir os passos dos pais, ou seja, suas profissões. As mulheres eram preparadas para serem donas de casa e viverem à sombra do homem. Havia inclusive um ditado: “Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher”.

      Nós acreditávamos piamente nisso e julgávamos estar revolucionando as ordens das coisas quando sonhávamos um pouco mais. Quando muito era dada à mulher trabalhar como professora, cozinheira, doméstica, costureira, isso para ajudar seu companheiro.

      Realização pessoal? Absurdo, o que ela pretendia? Era mulher macho ou revolucionária e, portanto devia ser colocada em seu devido lugar. Coisa que a sociedade se incumbia de fazer rapidamente. Saiu fora do trilho e lá ia a infeliz rotulada para o prostíbulo ou para a prisão dourada de um lar. A frustração via-se no comportamento depressivo e irritadiço da maioria. Algumas mais corajosas enfrentaram e os anos incumbiram de mostrar no corpo e na alma as marcas dessa luta desigual. Comigo não foi diferente, a não ser no fato de ter trabalhado em serviços ditos masculinos.

Aos treze anos fui tomar conta de um empório, depois ser funcionária de um banco em seguida de um escritório e mais tarde da prefeitura. Aos vinte anos, fui ser esposa e conseqüentemente mãe.

Todo dinheiro que ganhávamos era colocado em casa para ajudar no sustento da família e infelizmente nunca sobrava para mais nada. O estudo era apenas para ajudar a nos tornar menos ignorantes e capacitados a trabalhar em um emprego mais lucrativo, portanto nunca usado para uma carreira que realmente satisfizesse nosso ego.

       Vinte anos eram a idade limite onde a mulher era taxada de casadoira ou solteirona e geralmente quando “enforcávamos” alguém. Claro, era um privilégio que toda moça batalhava por conseguir, um casamento ou a pecha de solteirona, a encalhada, seria seu fardo para o resto da vida.

       A jovem entrava para a igreja carregando o seu troféu: vestido branco, véu, grinalda e o buquê. No rosto a ingenuidade de acreditar ter conseguido realizar todos os seus sonhos. Para isso fora preparada. Ser uma excelente dona de casa cheia de conhecimentos de culinária e todas as prendas domésticas.

       Seu diploma? Uma aliança de ouro que a faria lembrar por toda a vida que era: mulher, esposa e mãe.

       Seus direitos? O de servir 24 horas por dia. E como éramos “felizes” com isso! Os anos iam passando e os sonhos de realização pessoal cada vez mais enterrados junto com a mocidade e a saúde.

As tentativas de romper os elos que nos prendiam, sempre eram frustrados, pois a carreira do marido e as necessidades prementes dos filhos estavam em primeiro lugar. Mas...

Chegou um dia e alguém teve uma brilhante idéia.

O mundo havia evoluído, as jovens dado um basta neste ritual seguido por mães e avós.

A pílula mágica, libertado seu corpo de uma gravidez indesejada.

O mercado do trabalho aberto suas portas sem discriminação para rapazes e moças.

 Agora era preciso consertar uma injustiça e essa idéia genial foi colocada em prática – uma Faculdade da 3ª idade - para essas sessentonas realizarem seu sonho de um diploma.

       Quando soube da novidade fiquei toda exaltada:

--- Até que enfim iria realizar meu sonho.

E é por isto que naquele quatro de setembro de dois mil e sete, terça feira, estava toda excitada. Banho tomado, bolsa a tiracolo e toda enfeitada, fui conhecer minha “fessora” e coleguinhas.

       A professora, uma senhora de oitenta e três anos, muito simpática, nos esperava à porta da Faculdade improvisada. Algumas mulheres mais apressadas já estavam em grupinhos, todas com suas vestimentas domingueiras e um grande sorriso nos lábios. Tivemos direito às filmagens, claro, seríamos as estrelas do jornal da noite e, discurso da prefeita. Uma jovem senhora da geração moderna. A primeira aula seria de integração, pois, apesar de nos conhecermos de vista era necessário um entrosamento maior.

O CD começou a tocar uma música infantil e a professora a incentivar:

       --- Olho no olho, puxe o cabelinho da companheira, agora o narizinho, a orelhinha, de um pulinho, vire de lado, bata o pezinho...

       Meu cérebro começou a derreter e a escorrer junto com o suor.

       Ao puxar os cabelinhos da companheira fiquei com receio de algumas mechas de fios brancos se enroscarem e ficarem em meus dedos.

Ao fitar os rostos percebi os sulcos profundos que uma vida de luta ali cavara.

Ao olhar nos olhos percebi faíscas de uma juventude perdida no tempo que a sociedade tentava recuperar e vi que brilhavam como gotas cristalinas. Seriam elas que choravam ou seria eu que no meio das lágrimas percebia que um passado não se resgata apenas com um diploma fora do tempo?  

                

   

           Andradas: a cidade altaneira das Gerais

 

                                                                Por Luiz Antonio Pontes Diogo

 

         Minas Gerais, Estado lindo de nosso País com diversas cidades belas e encantadoras.

         Uma delas é a nossa Andradas, situada entre montanhas, cafezais e parreirais.

         Conhecida como a Terra do Vinho , ela traz visitantes de todo País.

         Através de suas adegas e vinhos, Andradas é conhecida em toda parte.

         A plantação de café é seu forte, com milhares de cafezais em seu município.

         Com sua natureza e montanhas esplendorosas, faz de nossa cidade um lugar ótimo para se viver.

         Com um povo hospitaleiro e alegre, nossa Andradas tem em si a simpatia e o bem estar do interior.

         Possui um artesanato forte com o grupo Tramas da Terra, cujo seus produtos são fabricados com fibras de taboa.

         Na parte cultural predomina a área da música, pintura e na literatura com o Grupo das 4.

         Enfim, Andradas sempre foi e continuará ser, uma cidade boa para seus moradores e seus visitantes.