CONTOS   CRÔNICAS    POESIAS    TEXTOS DIVERSOS    REALIDADE & REFLEXÃO   FICÇÃO   CIENTÍFICA    MÚSICA    IDENTIFICAÇÃO      ESPECIAL    ARQUIVO     IMAGENS     LINKS

                    ARQUIVO -27-        

         

                  ABRIL-2008  

                       

DATAS DO MÊS

19-04 - DIA NACIONAL DO ÍNDIO

21-04 - TIRADENTES

22-04 - DESCOBRIMENTO DO BRASIL

28-04 - DIA DA EDUCAÇÃO

         

SEMÁFORO ESPELHO FLOR PENSAMENTOS POÉTICOS SOB O MANTO DA POLÍTICA FATOS & HISTÓRIA - MINHA VIZINHA SAMAMBAIA

             

                                                                  

                                                  SEMÁFORO

     Se interpretarmos as cores tal qual são utilizadas para o trânsito, podemos defini-las como preparativas para a liberdade. Como fazer uso dessa liberdade é o que faz a diferença.

    No mundo veremos a repetição dos mesmos sinais.

    Alertas que nem sempre são seguidos e que deveriam fazer parte da própria existência nos momentos de reflexão. Todos deveriam utilizar seu próprio sinaleiro, percebendo erros e acertos.

    O costume de dizer “errar é humano” é coisa antiga. Muitos chavões nocivos persistem e instigam mentes. Hoje estes alertas devem fazer parte da existência.

    A lavagem cerebral está presente nas propagandas e principalmente na colocação de idéias.

   O caminho para não cair nas armadilhas é o conhecimento real e o raciocínio.

   O importante é não acreditar plenamente no que se ouve, mas analisar e observar quem está ganhando com as mensagens. Nunca devemos esquecer que em tudo está o poder e o dinheiro. Para evitar que nos tornemos instrumentos de interesses temos sempre que ter “um pé atrás”.

   As inovações tecnológicas trouxeram muitos benefícios, mas também o risco de nos envolvermos em irrealidades prejudiciais. Com a comunicação globalizada, alem dos nossos problemas, ainda podemos ser influenciados pelas mensagens externas.

   Temos que nos valorizar diante deste mundo de cores diversas, que nem sempre representam os anseios humanos.

   Guerras e violências só levam à amargura, são males gerados em mentes que astuciosamente levam inocentes para a morte.

    A vida é o mais precioso bem que existe, nada a supera. Porém, existem os antagonistas, ou melhor, os criadores de caos. Estão em toda parte, muitas vezes travestidos de anjos.

     Filtrar tudo o que se ouve é uma necessidade de nosso tempo. Discernir prós e contras é uma constante que deve fazer parte do cotidiano.

    Nosso semáforo mental nunca deve ficar desligado.  

                    

                                                      

                                                                        

                                           ESPELHO

 

                                                                          Por Idaildo H. Prado

O amor se reflete entre as estrelas

A procura do verdadeiro caminho...

 Perde-se na solidão das noites,

Brilha, rebrilha escondido atrás das nuvens.

E se encontra com o luar.

De repente, se perde no Universo

E aparece em outro lugar.

Nas manhãs surge lentamente

E se aquece com os raios do sol

Enfeitando as flores do mundo...

Continua brilhando sobre o passado

Espelhando-se no reflexo da saudade

Para juntos se formar novamente

Uma única luz...

Um só coração

Dois desejos

Amor, amor.  

                  

                                                         

                                                         FLOR

                                                                          Por Idaildo H. Prado

O agora é apenas mais um momento...

O hoje passa rápido demais

O amanhã é como um sonho

Não sei se chegará

É como uma nuvem

Tão branca a se perder no espaço.

E você não está aqui

Esperança vazia

Ilusões da vida

Solidão, imagens perdidas.

Amanhã será que irá voltar?

Terei esperanças

Em vê-la, minha flor?

A flor dos meus sonhos...

Será que terei você amanhã

Mesmo que seja, em apenas sonhos,

Ou perdida em meus pensamentos?

O nosso amor é inesquecível

E muitas vezes

Nos cobra algo...

Às vezes faz perguntas:

-Por que você aparece

Só e m meus sonhos?

Por que você surge

Só em meus pensamentos?

Perguntas sem respostas

Será tão difícil

Encontrar-me?

Amanhã...

Estou esperando

Encontra-la agora,

Vê-la hoje,

Ou talvez

Amanhã.  

                  

                                                                                                                                                                                  

                                                                                                                    

                                  PENSAMENTOS POÉTICOS

                                                                            Por Idaildo H. Prado

 

O amor brilha dentro de você.

A chama do prazer queima amargamente o teu desejo, te envolvendo a cada instante na maior e louca sensação de amar.

.......................................

 Sou uma nave do amor, que voa em direção ao destino.  procura das paixões perdidas neste espaço romântico da eternidade.

.......................................

Queria me banhar no lago do amor e poder mergulhar nos seus sonhos, e chegar nas margens dos seus desejos.

.......................................

No espelho da vida

Ainda se reflete o amor

Mas, jamais ele poderá se transformar no reflexo da saudade.

.......................................

O amor é uma flor

Que nasce dentro do coração

E de repente se perde no meio das florestas.

.......................................

Estou te esperando no livro do amor

Estou nas páginas do destino

Sentado nas palavras românticas

Escritas pelas mãos da saudade.

.......................................

Ah! Se pudéssemos ler as palavras misteriosas, que os olhos falam, quando duas bocas se calam em um apaixonado beijo.

.................................

Todo ser existente na face da terra

Depois de sua partida criará asas,

Só não sei se voarão para cima ou para baixo.

.................................

Somos sombras, desaparecemos rapidamente, quando o sol se por.

.................................

Os mares com suas velozes ondas

A baterem uma contra a outra

Fazem a terra exposta chorar

Com seus ecos subterrâneos.

.................................

O tempo para...

Eu caminho

O tempo voa...

Eu observo.

O tempo passa...

Eu fico.

O tempo fica...

Eu vou.

................................

Nascemos e em tão pouco tempo já somos alunos na escola do mundo. Mas, às vezes, estudamos por nossa própria conta, esquecemos que em qualquer lugar existe um Professor à nossa espera.

................................

A fortaleza que existe entre o tempo e o passado, jamais se destruirá nas imaginações humanas.

................................

Estamos neste mundo por um período de tempo...

Queríamos ser tudo, mas não somos nada.

Queríamos representar alguém. Mas, não temos forças, então somos apenas as nossas próprias imagens.

................................

Estamos neste mundo por um período de tempo...

Queríamos ser tudo, mas não somos nada.

Queríamos representar alguém. Mas, não temos forças, então somos apenas as nossas próprias imagens.

................................

No quebra-cabeça da vida temos muitas peças que o destino nunca conseguirá montar.

..............................

Não somos deste mundo...

Somos apenas turistas.

..............................

Sonhar é ter imagens invisíveis

Além das nossas próprias mentes, que às vezes se traduzem em realidades quase perfeitas.

..............................

Eu sei, todo mundo é inteligente,

Só eu que sou burro, mas se só eu sou burro, então todo mundo não é inteligente!

..............................

Tchau lua linda...

Até amanhã, na próxima noite que virá!

Sei que você estará aí.

Só espero que eu

Esteja aqui

Para novamente ver você passar!

..............................

Se eu pudesse prenderia você dentro do meu coração...

Mas, infelizmente, não consigo tal ato.

Mesmo que conseguisse, você não ficaria presa por muito tempo, Pois sobre o meu olhar, estão as chaves da libertação.

..............................

O tempo voa nas margens das recordações, em busca das imagens perdidas pelo destino. Num caminho onde só encontraremos as pegadas da saudade.

..............................

O amor nunca morreu...

Ele se tornou eterno

E tudo que contém a eternidade nunca desaparece, simplesmente troca de lugar.

..............................

Se você fosse uma flor...

Seria a mais bela do mundo.

Mas, já que você não é uma flor.

Não importa,

Pois mesmo assim não deixa de conter amor e rara beleza.

.............................

A sua imagem estava refletida em meu sonho... Em luz, formando a essência do amor.

              

                                                               

                             SOB O MANTO DA POLÍTICA

                                                         Por Nilza Alves de Pontes Marques

 

      Não gosto de políticos. Mais ainda dos politiqueiros e da politicagem que grassa por aí. Pior agora, nos últimos tempos evidenciados pelas falcatruas envolvendo pessoas importantes do país. São os Valérios, os Jeffersons e outros que tristemente se sobressaem no cenário nacional.

     É uma crise, dizem, é o mensalão, o nosso dinheiro no exterior, as campanhas com numerário público.

     Porém... Onde está a novidade que a mídia apregoa? O estardalhaço? Se já vi este filme a vida toda, é um repetir de fatos, é cair na mesmice.

     As campanhas políticas sempre foram feitas desta forma. Até parece fazer parte da nossa cultura. Agora, o que a mídia traz de novo para mim, é constatar o quanto o Brasil é rico. Basta se ver e ouvir os noticiários. São milhões, milhões e milhões. E dólares, dólares e mais dólares! Eu, pobre de mim, que nunca tive um milhão e nem sequer vi um dólar, fico pensando que moro noutro mundo. Um mundinho onde o máximo adquirido – e olhe lá com que sacrifício – chega-se à casa dos mil. Assim mesmo aos números mais baixos.

     Com toda a avalanche de dinheiro escoando, descobri que não sei registrá-lo adequadamente no papel. Mas me desculpo – é por falta de hábito. Sabemos que aquilo que não se usa acaba se deteriorando. E como nunca manuseei tanto dinheiro ...

     Descobri também que mesmo com tanta riqueza no país, os nossos bancos não são confiáveis! Basta se ver quantas pessoas vão depositar o seu “tutuzão” lá fora. Por que será? Acho que é por medo das filas ou dos assaltos, porque afinal, tem muitos ladrões por aqui. Por isto alguns preferem até a carregar o dinheiro nas malas, muito mais seguro.

    O que me deixa deveras chateada é constatar que o nosso real – coitado, tão magrinho – anda vermelho de vergonha, tão humilde, tão por baixo, tímido, ante os fortes bem nutridos e exibidos estrangeiros. Não é para menos! Trocou de nome tantas vezes que se encontra desorientado, com problemas de personalidade. Já nem sabe quem é, não se valoriza. Afinal quem liga para ele? Só o Zé Povinho, cara de fome, meio sorriso na boca desdentada – os contadores de centavos – do qual faço parte. Mesmo assim tem gente que o adora e tanto, que até se atreve a leva-lo a passear no exterior, em férias nos paraísos, como nas Bahamas, por exemplo. Aí ele volta refeito, forte, falando grosso. Pois é, ele também gosta de maquilagem, de roupas novas.

    Apesar dos pesares o brasileiro é feliz. Ri de tudo, até de sua própria desgraça. E se engolfa nos poucos prazeres que lhe são permitidos.

    Porém o que mais eu queria neste momento, era efetuar uma compra. Uma simples compra. Queria saber onde conseguir uma cueca, daquelas bem recheadas, não com o usual, mas sim acolchoadas de cédulas verdinhas, convidativas. Assim, quem sabe, eu me situaria melhor na vida e deixando de lado o amor e o patriotismo, daria um bye, bye, Brasil. Para isto só preciso de uma cueca. Não de qualquer político pé-de-chinelo. Sou exigente: tem que ser de deputado estadual para cima.

    E nada mais.  

              

                                            

     FATOS & HISTÓRIA – MINHA VIZINHA SAMAMBAIA

                                                               Narrado por Fábio Mateus

 

     Fazia menos de um ano que eu e meus pais tínhamos mudado do prédio da Confecções Jacete, para o condomínio em frente a praça Dr. Alcides Mosconi. Estava praticamente completando meus 18 anos de idade.

     Ao lado do meu prédio, fica a antiga casa do Sr. Natalino Trevisan. Onde antes era um lindo pomar nos fundos, hoje se instalou a Agropecuária Tremix. Da minha sala, vejo as árvores no fundo do quintal no Nivaldo Rezende. Devem distar uns 10 metros, não mais.

      Do outro lado, também fica a nova casa do Sr. Natalino. E de frente no corredor, vê-se a rua na qual possui algumas casas. Algumas são para alugar. E foi numa dessas casas, que o fato se deu.

      Cheguei tarde em casa, depois de uma noitada na casa de uns amigos. Talvez eu tenha tomado alguns Whiskys a mais. Não me lembro bem. Mas, para minha surpresa, ela estava lá, no quintal de sua casa, ao lado.

      Assim que acendi a luz de minha sala, vislumbrei a mulher no quintal de sua casa. Imediatamente desliguei a luz, para que ela não me visse, se não do contrário, sairia dali, entraria. Então apaguei a luz e abaixei um pouco a cortina.

      A mulher parecia dançar. E parecia estar nua. Era iluminada apenas por uma fraca luz que vinha lá de dentro da casa.  Não conseguia ouvir a música, mas que ela dançava eu não tinha dúvida.

      Para quem aquela mulher dançava àquela hora da madrugada?

      Acredito, que para mim, claro!

      Ela deveria ser alta, devia ter mais ou menos, um e oitenta de altura, por aí! E os cabelos então? Eram enormes, agitavam-se, sensuais, encaracolados, talvez. O cabelo subia e descia sobre os seios que eu já estava quase a ver.

      Entrei no meu quarto, sem acordar ninguém em casa, onde fui ver se a posição da janela ali era melhor. E era! Coloquei uma cadeira de frente da minha janela e fiquei lá, no escurinho deste meu cinema, me equilibrando e vendo a dança de minha vizinha mal iluminada. E era linda. Como era linda a minha vizinha.

      Como é que eu não sabia que uma figura daquelas tinha se mudado para perto de mim!

      Sim, a casa havia sido ocupada naquela semana.

      A impressão é que ela dançava com o vento quente de verão. E como dançava bem, com os seus cabelos soltos, remexendo-se de um lado para outro.

      Eu já estava “empoleirado ali na cadeira”, isto é, sentado na cadeira há mais de meia hora e a mulher não parava de dançar. Pensei em pegar uma lanterna e iluminar tudo. Mas aí perderia este espetáculo só meu. Descobrindo que eu estava ali, ao lado da janela na espreita, talvez ela nunca mais me pudesse oferecer aquele espetáculo mágico.

     Como estava em meu quarto, coloquei meu pijama e fui dormir. Tentar dormir!

     Não conseguia. Depois de mais de meia hora, dei uma levantadinha e fui olhar. Incrível, ela ainda dançava. Agora mais imperiosa ainda. Requebrando nos quadris como nunca.

     Na manhã seguinte, acordei e a primeira coisa que fiz foi ver se ela ainda estava lá. E estava. Juro. E ainda dançava.

      Só que não era nenhuma mulata escultural como eu imaginava. Era uma maravilhosa samambaia presa no teto da lavanderia que escorregava seus galhos e suas folhas até chegarem ao chão, onde, dançava sim, embalada pelo vento matinal de verão.

       Ainda agora, fazendo esta crônica, olho para ela. E ela para mim, como se a balançar os braços, me chamando para um total amor ecológico.

       Anseio pela noite que vem chegando. Ela sabe que eu vou estar na janela. Mas desta vez de luz acesa, sem disfarces. Se eu tiver coragem, hoje de noite, eu a peço em namoro. Dependendo das doses de Whisky.