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                               FEVEREIRO -2008- 

                              

DATAS DO MÊS

05/02 - CARNAVAL

06/02 - QUARTA FEIRA DE CINZAS

22/02 - ANIVERSÁRIO DE ANDRADAS

            

COMO SERÁ O FUTURO  FRAJOLA  ELEIÇÕES DOIS MIL

                                          COMO SERÁ O FUTURO  

                         

                                                                            Por Armando de Oliveira Caldas

    Para estudarmos o futuro temos que partir do passado, um mundo quase irreconhecível diante de nossos dias. Há cerca de apenas cem anos ninguém pensaria em ter uma televisão ou qualquer dos eletrodomésticos que conhecemos.  Poucos poderiam imaginar o atordoante mundo dos veículos, da internet e dos celulares.

   Naquela época, no futuro imaginado, não havia possibilidade de visualização da realidade atual. Porém, sempre pensamos, como se estivéssemos no auge da modernidade e isto também deveria ocorrer. 

    Vamos então traçar uma idéia para cem ou mil anos. Em primeiro lugar, nunca poderemos dizer que chegamos no limite das realizações. Assim, seria possível fazermos uma previsão para o milênio que se inicia? Em segundo lugar, temos que nos posicionar entre o passado e o presente.

    O que já aconteceu sabemos, mas bancar o profeta é apresentar coisas ou fatos que podem não acontecer. É um passo no escuro, mas nada nos impede de deixarmos a imaginação fluir.

    Comecemos pelo que mais nos aflige no momento: - o aquecimento global.

    O problema foi provocado pela ciência na ânsia de modernizar. As grandes chaminés e a interminável fila de veículos e máquinas emitindo CO² acabaram por formar uma estufa acima da necessidade de sobrevivência.

     Acreditar que a situação é irreversível não é uma realidade, considerando a capacidade humana. Da mesma forma que o homem atingiu o padrão de conhecimento em que estamos, também encontrará caminhos para melhorar ou até eliminar as fontes causadoras do impasse em que vivemos.

      Partindo do princípio de que logo teremos um alívio com relação ao CO², pensemos então na continuidade.

      A vida sempre foi e sempre será a mesma, embora devamos admitir inovações tecnológicas além das que conhecemos. Cada vez mais o que foi ficção passará a fazer parte da rotina. Viagens espaciais, andróides, sistemas de comunicação cada vez mais sofisticado, cura de doenças, longevidade, etc.

       Da mesma forma que sabemos da diferença que separa apenas cem anos, daqui a mais cem com certeza o pensamento será igual. Assim, de cem em cem, os séculos acontecerão e nesse futuro seremos taxados de primitivos.

        Importantíssimo é entender que a construção do amanhã é feita nas escolas. Transmitir ensinamentos e orientações será a base fundamental para que os homens, que virão, compreendam o papel que lhes é reservado. Neste aspecto falemos de Brasil, este enorme território que ocupa uma grande parte do planeta. Desde já nossas crianças precisam partilhar de informações técnicas em todos os ângulos. As principais fontes de renda estarão dentro da compreensão da tecnologia que não terá fim. Portanto, cada vez mais, ano após ano, novas maravilhas da ciência comporão nosso dia a dia.

       De ora em diante estaremos vivendo o “futuro” que por sua vez vai requerer dedicação especial de professores, pais e autoridades.  

                         

                            

                                                          FRAJOLA

                                 

                                                                                                                 (crônica)

                                                              Por Elaine Ventureli Caldas

          Há muito tentam me fazer acreditar que necessito de um gato. Resisti bravamente. Não adiantava quantos argumentos me apresentassem. Sempre dei a última palavra:

         - Não!

         Até que apareceu em casa de minha filha uma gata siamesa. De olhos azuis muito meigos acomodou-se por lá. Valentemente sobreviveu a três anjinhos peraltas. De vez em quando arranjava um namorado. Quase sempre um gato vira-latas que rondava a vizinhança. Foi assim que deu ao mundo alguns filhotes amarelos, negros ou malhados. Nunca de pelos cinza e olhos azuis como a mãe.

          Na última ninhada vieram cinco de uma só vez. Todos negros com manchas brancas denunciando a raça, ou melhor, a falta de raça do pai. Duas coisas porem herdaram da mãe: os olhos cor do céu e o rabo torto.

         O macho foi escolhido e separado para me presentearem. 

          Um tanto ressabiada resolvi aceitar. Escolheram até o nome: Frajola.

          A bolinha de carne andou pela casa, cheirou cômodo por cômodo e logo se acomodou no melhor sofá. Não demorou muito e conquistou os donos, três adultos carentes. Durante o dia brincava com todos e tudo. À noite se enrolava no meu canto, pensando na certa, que eu era sua mãe.

         A substituta nada tinha de gata, mas quebrava um galho, devia pensar o bichano. O difícil era convencer Frajola de que ele não era humano e sim um felino.

          Ele agarrava-se com suas unhas afiadas, em minhas roupas e não havia  quem o convencesse que seu lugar era no quintal. Quando conseguíamos levá-lo a força miava de dar dó e nos olhava com olhos lacrimosos.

           Foi assim que Frajola conseguiu levar a melhor, e, hoje, meu filho postiço dorme no sofá da sala.

            Eu disse filho?

            Pois é!!!  

 

                     ELEIÇÕES DOIS MIL  

                                                    

                                                     -  crônica –

                               Por Elaine Ventureli Caldas

            As promessas continuam, nada muda. Nem parece que já estamos no tão esperado ano dois mil, tão próximos do novo milênio.

            Os candidatos sujam as paredes e as ruas com o derrame exagerado de “santinhos” e nos polui os ouvidos com suas propagandas nos alto-falantes dos carros. Prometem mil coisas imaginando que o eleitor ainda é o ingênuo do século passado. Infelizmente esta opinião é reforçada por alguns maus elementos que ainda vendem seus preciosos votos a troco de um favor.

            Esperemos que os cidadãos ponham o amor no Brasil e à sua cidade acima de seus interesses e deixem o orgulho patriótico falar em primeiro lugar.

            Nossos jovens precisam de estudo, emprego, e esperança no futuro. Nossos doentes de um atendimento digno e competente. Os pais de um ganho decente para poderem cuidar melhor de seus familiares. Enfim, nossas cidades precisam de faculdades com professores capacitados, estradas, redes de esgoto, hospitais bem equipados, creches e tudo que dê um pouco de paz e tranqüilidade para a população.

            Os candidatos, na ânsia de se elegerem, prometem mundos e fundos e depois, que estão no poder, se esquecem. As tapinhas nas costas dão lugar a um olhar do alto, soberbo, de cima, para com aqueles que antes das eleições eram somente sorrisos.

            Precisamos estar atentos, pés no chão e pedindo mais do que nunca que o Espirito Santo nos ilumine para elegermos com sabedoria nossos novos governantes.

            Rosto bonito, juventude e elegância não são sinônimas de competência, honestidades e dignidades.

            Aqueles que forem eleitos em outubro deste ano serão os prefeitos e vereadores do inicio deste novo século, por isso comecemos o novo milênio com mais paz de espirito sabendo que fizemos nosso dever com honra e amor em nós e na sociedade em geral.

            Continuam as ofensas, procuram denegrir a imagem do rival, como se assim, fossem nos fazer a “cabeça”. Engano! Nós não queremos brigas, mas seriedade e compromisso. Sabemos perfeitamente que antes eles são “inimigos”, cada um se fazendo de “santo”, mas depois das eleições, se o interesse for maior, unem-se e estão prontos para serem parceiros nos rombos ao INSS e superfaturamentos. É claro que não queremos generalizar, existem sim candidatos honestos que querem dar o melhor de si para a pátria, mas meu Deus, como são poucos os de boa vontade. Por isso repito, elevemos nosso olhar para o alto e peçamos ao Criador que nos ilumine para podermos eleger o melhor.

            Novamente vamos as urnas. O que mudou nesses oito anos? Vimos nossos objetivos realizados? A TV nos exorta a vigiarmos nossos candidatos, pois são nossos representantes. Estamos fazendo isso?