CONTOS   CRÔNICAS    POESIAS    TEXTOS DIVERSOS    REALIDADE & REFLEXÃO   FICÇÃO   CIENTÍFICA    MÚSICA    IDENTIFICAÇÃO      ESPECIAL    ARQUIVO     IMAGENS     LINKS

                       ARQUIVO - 22 -            

                                        

                                NOVEMBRO - 2007  

                                                                  

DATAS DO MÊS

02/11 - FINADOS

15/11 - PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

19/11 - DIA DA BANDEIRA

                  

ASSUNTO QUE NÃO PODE FICAR NO ESQUECIMENTO FLORADAS NA SERRA 

O CASARÃO O SOBRESSALTO VIMANAS

 

    ASSUNTO QUE NÃO PODE FICAR NO ESQUECIMENTO

                                            Por Armando de Oliveira Caldas

       Tanto quanto os grandes eventos que mobilizam a população como: eleições, disputas esportivas e outros, os regulamentos para a SAÚDE são levados para debate democrático de quatro em quatro anos.

      Trata-se de um trabalho exaustivo, começando dentro das esferas municipais com levantamento de necessidades através dos Conselhos de Saúde, terminando com a eleição de representantes para participar nas capitais dos Estados no segundo passo, ou seja, estabelecimento de prioridades a serem apresentadas na Capital Federal.

      Neste ano Andradas esteve presente pela primeira vez, graças ao esforço de Elaine Ventureli Caldas, ao conseguir em Belo Horizonte vaga para a participação na 13ª CONFERÊNCIA NACIONAL DA SAÚDE.

http://www.andradas.mg.gov.br/noticias/news_item.asp?NewsID=488

      Ocorreu então de 14 a 18 de Novembro de 2007 referida conferência, onde Elaine e Rodolfo Pinaffi estiveram presentes, juntamente com cerca de 4.000 participantes de cidades de toda a Nação.

      Foram quatro dias de intensos debates que começavam de manhã e seguiam até altas horas da noite.

      Centenas de itens mereceram aprovações e rejeições, tendo havido assuntos extremamente polêmicos, entre eles: o aborto, a CPMF, a mudança do Rio São Francisco e outros também de muita importância.

      No ítem aborto houve uma participação ativa de nossa representante que se posicionou contrária, auxiliando na vitória da não inclusão.

      Quanto ao Rio São Francisco, embora nossa posição fosse contrária, venceu o Norte e Nordeste que se posicionaram a favor.

      A CPMF não deixa de ser um imposto de interesse dos usuários. Caso seja cortada, as verbas para a saúde podem ser diminuídas, no final, o pobre é prejudicado. Portanto uma posição consciente, respeitando decisões futuras, foi a de que o valor que se recolhe do tributo seja integralmente aplicado na saúde.

      Apenas quem participou ativamente dos trabalhos pode dizer da seriedade e responsabilidade com que o expressivo número dos presentes lutou pelos direitos de uma melhor saúde no Brasil.

       Apesar de todo o trabalho executado, faltaram notícias. A mídia, infelizmente, prefere falar sobre bandidos, não apresentando as coisas boas que são feitas. É uma realidade, apenas buscam o negativo, porque isto dá IBOPE.

                                  

                                               FLORADAS NA SERRA

                                                                                     Por Maria Alice Muller

            Andradas, sem dúvida nenhuma, está me ensinando muito.  Oriunda de  cidade grande, pouco verde, muito concreto, acabei por esquecer os tempos de infância, quando as ruas eram sem asfalto, os terrenos baldios inúmeros, ao qual dávamos o nome de “campinho”, e os bairros muito parecidos com a cidade mineira de agora.

          No “campinho” os garotos jogavam bola, os carroceiros levavam seus animais para pastar, e vez ou outra eram encontrados em sacos de estopa amarrados, filhotes indesejáveis de gatos e cães.

          No campinho, as meninas sentavam-se no gramado, misturado com o mato, e trocavam confidências e sonhos de adolescência. E enquanto conversavam ficavam olhando as flores, a maioria florzinha do mato, que levantavam suas pétalas aos raios do sol, e mostravam toda sua delicada beleza colorida. Era comum, enquanto se conversava, ir colhendo as pequeninas flores, até fazer um buquê, que era levado para casa, ao final dos colóquios.

           Mas, a cidade mudou, cresceu, e como cresceu! As ruas foram asfaltadas, os campinhos foram sendo tomados por novas construções, e toda a paisagem foi se modificando.

            As responsabilidades aumentando! Estudo, trabalho, numa correria que nos leva sempre a estar com os olhos no relógio, e sem nos darmos conta, foram ficando para traz, as confidências, os segredos trocados e principalmente a vegetação descuidada, nascida da natureza, e as flores pequeninas, que antes faziam um tapete de cores rasteiras, e atraiam-nos tanto que acabávamos colhendo-as e levando junto, na volta para casa, como se quiséssemos levar conosco um pouco da beleza natural que os “campinhos” ofereciam.

             Todas essas lembranças vieram agora de repente, ao ver o desabrochar das floradas do café. Magníficos espetáculos, cachos de pequeninos lírios brancos, que vistos de longe, assemelham-se a neve cobrindo as árvores!

             Então, volto ao passado, à adolescência em uma cidade que ainda era um pouco “interiorana”, que guardava raízes da sua fundação, então vilarejo de São Paulo.

             E apesar da chuva fina, maior responsável pelo desabrochar desses delicados lírios, paro encantada, rememoro a S. Paulo da minha infância, e principalmente me vem a mente o filme Floradas na Serra, que tanto sucesso fez nos áureos tempos. Baseado no romance de Dinah Silveira de Queiroz.

            Claro, eram outras as floradas que ela se referia, mas que nome perfeito para o festival de cafezais embranquecidos pelas flores. Florada do café, nas serras de Andradas!

             Mais uma bela lição! Aprendo que café dá flor! E, melhor ainda, aprendo que há muito a aprender! E que Andradas, hospitaleira e gentil, se dispõe a me ensinar, ao mesmo tempo em que traz de volta as “Floradas dos Campinhos” da minha tão distante e já esquecida adolescência.  

        

                                                 

                                                              O CASARÃO  

                                                         

                                                                                     Por Elaine Ventureli Caldas

    A pintora chegou até o casarão abandonado da fazenda Santa Helena. Parou o carro. Retirou o cavalete. Fincou-o na terra fofa. Ajeitou o estojo com tintas. Alinhou os pincéis. Depositou tintas coloridas na palheta. Finalmente parou a observar o panorama. Já havia se decidido. Iria pintar o casarão em ruínas. Estudou as inúmeras janelas. O telhado que despencava a cada chuva mais forte. As escadarias de pedras. A senzala negra, assustadora, como deveria de ter sido mesmo na época de sua inauguração. Ficou alguns minutos observando com a tela em branco e os pincéis na mão. De repente algo mais forte que ela a fez decidir. Antes de pintar iria estudar por dentro a velha casa. Tão logo pensou e já colocou em ação. Subiu de dois em dois os degraus. Chegou até a grande sala. O assoalho rangeu quando pisou. Estava todinho carunchado. Deu alguns passos, parecia que ia afundar. Deu mais um passo e o ruído que ouviu fez com que se arrepiasse. Uma tábua caiu no espaço vazio fazendo barulho ao bater nas correntes enferrujadas do porão. Tentou segurar em algo. Nada havia. Apenas vazio. Os móveis, junto com o piano, já não existiam. Deu mais alguns passos e chegou até a cozinha. Não quisera entrar nos quartos. Lá o rumor de ratos roendo a madeira deixava o ambiente mais assombrado ainda. Preferira por isso seguir a luz que vinha da porta dos fundos. Abriu de par em par e ficou parada, deslumbrada.  O sol que se punha no horizonte, atrás da montanha e sobre a mata era indescritível. O vermelho, amarelo e azul se misturavam e o vulto verde escuro fazia contraste mostrando em que verdadeiro deslumbre  haviam vivido os senhores do casarão.

    A pintora baixou a cabeça e saiu passo a passo tentando não fazer barulho para não perturbar as senhorinhas que ali dormiam o sono eterno.

    Achou melhor deixar em paz, aqueles que ali haviam escrito suas histórias.  

                      

                                                        O SOBRESSALTO

                                                                   

                                                                         Por Elaine Ventureli Caldas

     A velhinha cochila tranqüila na cadeira de balanço.

    Acorda de repente com passos na sala ao lado.

    O barulho de botas que rangem no assoalho ressecado lhe tira a respiração.

    --- O cofre esta atrás do quadro de paisagens. Será um bandido que chega sorrateiramente para roubá-lo? Que farei? Estou só, todos saíram para o trabalho. Minhas pernas estão adormecidas e o receio que sinto faz com que não consiga movê-las. Que devo fazer? Gritar? Chamar por socorro? E se o ladrão estiver armado e atirar? Devo ficar quieta e filosoficamente pensar que, é melhor que “se vá os anéis e fiquem os dedos” , como diz o ditado popular?

    Enquanto, assustada, a velha reflete no que deve fazer, uma cadeira cai e faz um estrondo. Depois é a vez do vaso de rosas. Quebra-se espatifando: vidro, água e flores pelo chão seco.

    Os passos continuam. Agora já está mais perto da porta do quarto da pobre velhinha assustada. Um bolo parece se formar na garganta impedindo-a de gritar, chamar por socorro. Tenta, inutilmente, levantar-se da cadeira. Sente os cabelos brancos arrepiarem erguendo-se na cabeça. Agora, atenta, já bem acordada e com os olhos arregalados, espera.

   A fechadura  se  mexe devagarzinho. A porta range e por entre o vão aparece a cabeça dourada do garoto:

    --- Oi vó, já cheguei!  

                                   

          

                                                        VIMANAS  

                                     

                                                            Dados levantados por Armando de Oliveira Caldas

         Antes de um curtíssimo comentário sobre o assunto, peço a gentileza de tomarem conhecimento da transcrição abaixo. Foi extraída na íntegra das páginas 76, 77 e 78 do Livro Deuses e Astronautas no Antigo Oriente de W. Raymond Drake. Vejam:

        “ Cientistas de muitos países estudam hoje os velhos textos sânscritos minuciosamente para redescobrir segredos do vôo espacial. Maharshi Bharadwja fez uma tradução extraordinária intitulada Aeronáutica, descrita como Um manuscrito do passado pré-histórico, que contem dados fascinantes, quase incríveis, nos seguintes extratos-amostras, publicados pela Academia Internacional de Pesquisas Sânscrita, Misore, Índia.

        Em confronto com versos sânscritos, estas são as curiosas interpretações que nos assombram.

        Neste livro descreve-se em oito fascinantes capítulos a arte de fabricar vários tipos de aeroplanos para viajar, suave e confortavelmente, pelo céu, como uma força unificada para o universo, que contribuirá para o bem da humanidade. O que pode mover-se por sua própria força como um pássaro, em terra, na água e no ar, é chamado “vimana” pelo cientista de aeronáutica.

      O segredo de construir aeroplanos que não quebrem, que não possam ser cortados, que não peguem fogo e que não possam ser destruídos. O segredo de fazer aviões imóveis. O segredo de fazer aviões invisíveis. O segredo de ouvir conversas e outros sons em aviões inimigos. O segredo de fazer pessoas em aviões inimigos perderem a consciência. O segredo de destruir aviões inimigos.

     Assim como o nosso corpo, quando completo em todos os seus membros, pode realizar todas as coisas, um aeroplano deve ser completo em todas as suas partes a fim de ser eficaz. A começar pelo espelho fotográfico embaixo, um aeroplano deve ter trinta e uma partes. O piloto deve ser munido de diferentes materiais de roupa, de acordo com as diferenças de estação, como é prescrito por Agnimitra.

    Três variedades de comida devem ser dadas aos pilotos, variando com as estações do ano, segundo o Kalpa-Sastra. Vinte e cinco espécies de veneno que aparecem nas estações são destruídas pela mudança de regime alimentar acima. A comida é de quatros formas: grão cozido, mingau, massa, pão e essência. Todas elas são sadias e contribuem para a formação do organismo.

    Os metais adequados para aeroplanos, leves e absorventes do calor, são de dezesseis espécies, de acordo com Sownaka. Grandes sábios declaram que esses dezesseis metais são bons para a construção de aviões.

    Não se trata aqui de ficção científica ou de segredos do Comando Aéreo Americano; essas “revelações” são extraídas dos clássicos sânscritos, escrito na bela e fascinante escritura que se usava ha muitos milhares de anos. Tais revelações não sugerem uma tecnologia, aerodinâmica, eletrônica, metalurgia, comunicações, medicina espacial, tudo séculos a frente das nossas? “

    Ainda no mesmo livro, existem várias outras descrições de textos indianos. Partes de uma fantástica história, onde guerras acima de nossa imaginação são mencionadas. Assemelha-se às nossas ficções científicas. Pelos armamentos mencionados é possível até uma certa associação com o mundo atual.  Vejam os armamentos mencionados:

   “Devadotta – prodigiosa buzina de concha. /Produziria sons com efeitos mortais?

   Tashiva, arma capaz de matar grande formação de inimigos de uma só vez.

   Vajra, míssil terra ar para destruir naves.

   Vayarya, arma capaz de destruir nuvens (ou camuflagens?)

   Brama-danda ou Vara de Brama, “pode ferir só uma vez e atingir paises inteiros, raças inteiras de geração em geração”.

   Raio de Indra, fatal como o raio do céu.

   Vaisnava, arma capaz de conferir invisibilidade, de destruir todos os deuses e todos os mundos.

   Sthunakarma, provável míssil interceptador de ataque nuclear.

   Dardo de fogo Yuga, composto de Visnu e Soma, capaz de destruir grandes naves do espaço.

   Narayana, chamada “chamuscador de inimigos” usada contra tropas no campo de batalha.

   Agneya, última palavra em armas, utilizava força sideral. “

  Bem,  o exposto parece o suficiente para uma pequena análise.

   Afinal, existiram as Vimanas?

   Existiram as fantásticas armas?

  Tudo deve ser apenas fábula.  Mas como teriam passado para as lendas idéias de aviões e de bombas desintegradoras? De naves e cidades espaciais?

   Tais acontecimentos podem ter ocorrido em épocas tão distantes que as marcas desapareceram.

   Apenas lendas?

   Mas que é fascinante, isto é!

   Não há o que acrescentar – apenas um texto para meditar.