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                   ARQUIVO -15          

          

                        ABRIL - 2007

DATAS DO MÊS

06-04 - PAIXÃO DE CRISTO

08-04 - PASCOA

19-04 - DIA NACIONAL DO ÍNDIO

21-04 - TIRADENTES

22-04 - DESCOBRIMENTO DO BRASIL

28-04 - DIA DA EDUCAÇÃO

                           

O ÍNDIO  TIRADENTES  DESCOBRIMENTO DO BRASIL  SOLIDÃO

 

                                             O ÍNDIO  

                                   Por Armando de Oliveira Caldas

       É o brasileiro nato. Sofreu a invasão dos brancos. Nem todos foram sacrificados e estes se integram na composição de nossa raça.

        As tribos que ainda existem são testemunhas de que, muito antes da colonização, já estavam espalhados nas imensas florestas deste território.

        Perguntas: - De onde vieram? Serão remanescentes de povos antediluvianos?

        Partindo para a segunda, podemos dizer que o homem já tenha dominado todo o planeta em épocas remotas. É um dos grandes mistérios da antiguidade.

        Mundo estranho é importante questioná-lo.

        Na época dos descobrimentos, o Índio não estava presente só no Brasil, mas nas Américas. Vestígios de civilizações inteligentes marcam até hoje locais de intensas atividades.

        Um grande cataclismo que conhecemos sob o nome de “dilúvio” atingiu todos os povos. Os sobreviventes ficaram espalhados e somente depois de muito tempo voltaram a formar as tribos. Talvez este seja o motivo da existência de nossos antiqüíssimos irmãos. Chamá-los de homens das florestas não seria bem a forma de expressão. Sobreviventes do mundo anterior é o mais apropriado. Um tempo pré-histórico que até hoje não foi desvendado. Podemos fazer suposições, mas não afirmações.

        O Índio está entre nós, retrato vivo de uma época que se perdeu.

        Toda humanidade é sobrevivente se considerarmos correto ter havido o tremendo cataclismo mencionado, provavelmente ocorrido há 12.000 anos.

        Dentro deste pensamento, os Índios são iguais aos demais povos, mas não foram considerados desta forma. Muita barbaridade foi cometida, uma tremenda segregação racial. Há bem pouco tempo a ignorância imperava na Terra e isto serve de atenuante para o que já houve.

        O passado é o passado e o maior erro é não sairmos dele. Hoje voltaram a ter seu espaço e fazem parte de nossa imensa Nação. 

        Viva o Índio do Brasil!

                                          

                             TIRADENTES

                                                                                              Por Elaine Ventureli Caldas

 

Sozinho sobre o patíbulo,

Rememorava a vida.

De tudo que lhe ia acontecer

Nem u’a mágoa havia.

 

Tomou sobre si toda a culpa,

Livrando os companheiros.

Pela liberdade do Brasil.

Com orgulho nobre diria:

 

--- “Dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria”.

Por tamanha descortesia

O vice-rei, D. Luiz de Vasconcelos e Souza

Deu a ordem estarrecedora.

 

Ás onze horas da manhã

De um sábado ensolarado,

Dia 21 de abril de 1.792,

Foi ele enforcado.

 

Sua cabeça decepada

E os membros esquartejados,

Pelos caminhos que levam a Vila Rica

Foram espalhados.

 

Seus traidores:

O mais célebre, Joaquim Silvério dos Reis,

Com os portugueses, Malheiros do Lago e

Inácio Pamplona

Ficaram na história

Como os verdadeiros algozes.

 

Sua casa foi arrasada,

E o local salgado,

Para que nada ali se edificasse,

E planta nenhuma vingasse.

 

Serviu como adubo

Para gerações futuras,

Que a todo custo

Procura imita-lo.

 

Fazendo do seu sacrifício

Apoio para suas lutas

E a glória do Brasil nascente,

Que até hoje se orgulha

   Do nosso herói Tiradentes.  

 

  DECOBRIMENTO DO BRASIL  

Por Armando de Oliveira Caldas

 

         Em 22 de Abril comemora-se a data do descobrimento.

         Não vou falar da história que todos conhecem. Prefiro comentar o significado de termos nascido neste gigante Território.

         Existem muitas pessoas que precisam descobri-lo. Vieram ao mundo nesta Terra e não se dão conta. Tratam-no com desdém, se apegam a um tipo de filosofia errada, denigrem os próprios irmãos.  Não defendem o Brasil, só atacam e ainda se acham senhores da verdade.

         Nós brasileiros cometemos erros e acertos. O mundo lá fora não é diferente, mas possuem uma vantagem sobre nós, não falam mal de suas nações, não ficam presos às falhas e se vangloriam de suas boas coisas.

         A imagem que vimos transmitindo aos nossos filhos é a de uma republiqueta de bandidos e corruptos. Uma verdadeira falta de respeito para com a Nação. O pior é que há credibilidade, porque a mídia não busca mudar este quadro. Alardear os fatos é um direito, mas esquecer da contrapartida é lamentável. Mostrar o lado positivo do Brasil deveria fazer parte de nosso dia a dia. Falta balancear informações.

        De quem é o interesse de ser mostrado só as falhas? Nosso é que não é!

        Este processo não é de agora. Desvalorizar a nação parece ser uma meta nada dignificante.

        Os erros devem ser apontados, mas as boas coisas é que devem merecer destaque.  Afinal devemos ser incentivados a trilhar o caminho do sucesso, não ao contrário. Sermos negativos é forma errada de firmarmos nossa posição.

         Não precisamos abraçar o ufanismo, porém vivemos aqui e queremos ter uma existência tranqüila. Não será da forma que uma minoria tende a nos incutir que alcançaremos o bem estar, que venceremos barreiras.

         Temos liberdade de expressão, só isto é o suficiente para estarmos à frente de muitos povos. No entanto, devemos utiliza-la para nos valorizar.

         Falar mal de nossa Terra não leva a nada, só influencia os não precavidos que passam a repetir frases feitas e mal intencionadas.

         Com urgência os letrados precisam mudar e ver o mal que fazem.

         Tenho orgulho de ser brasileiro, mas isto deveria ser abrangente.

         As ESCOLAS devem voltar no tempo. Mostrar a grandiosidade do BRASIL, o respeito que deve haver para com ele e para com a sociedade. Nosso país precisa de AMOR. NECESSITA SER REDESCOBERTO.  

                                      

  SOLIDÃO

                                                                               Por Nilza Alves de Pontes Marques

     Era noite e eu estava só. Havia louça suja, o chão empoeirado, as vestes encardidas, a esperança consumida. E a fome rondando.

      Foi quando ele chegou. Trouxe a luz, a felicidade, a alegria, a casa arrumada, os móveis alinhados, as roupas brancas e a esperança... Quem precisa dela? E nada de fome! Estômago repleto.  Afeto repleto. Tinha saciado todas as fomes! Queria abarcar o mundo, pois ele todo estava ali, entre aquelas paredes. Havia os passos de dança, nas labaredas, nas goteiras apressadas a monologar alegremente.

      Mas apesar de tudo, queria esconder a felicidade de outros olhos. De todos os olhos! E fui fechando o cerco. Restringindo. Reprimindo. Aprisionando. Ciúmes doentios! Balelas! Coisinhas somadas, feitas de nada! Formiguinhas aparentando elefantes.

      E a ordem das coisas começou a oscilar. O equilíbrio a pender. E quando senão quando, a harmonia se desfez. Os passos cessaram meio à dança. As labaredas arrefeceram. As goteiras monótonas sumiram no calor do verão. E a felicidade... Esta foi embora, feita de pressa! A fome voltou roncando o estômago, a nostalgia cresceu engolindo o espaço, enchendo-o de sombras.

      E uma vez mais, há a louça suja, o chão empoeirado, as vestes encardidas e a esperança... Perdida!

       É noite e estou só.