CONTOS   CRÔNICAS    POESIAS    TEXTOS DIVERSOS    REALIDADE & REFLEXÃO   FICÇÃO   CIENTÍFICA    MÚSICA    IDENTIFICAÇÃO      ESPECIAL    ARQUIVO     IMAGENS     LINKS

                    ARQUIVO - 11 -         

                   

       MÊS DE DEZEMBRO 2006

                 

DATAS DO MÊS

08/12 - DIA DE NOSSA SENHORA

08/12 - DIA NACIONAL DA FAMÍLIA

10/12 - DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

25/12 - NATAL

                           

A FÉ QUE GERA O NASCIMENTO DE CRISTO EU, PASSARINHO! DIA NACIONAL DA FAMÍLIA TALENTOS

 

                   A FÉ QUE GERA O NASCIMENTO DE CRITO

                                                Por Elaine Ventureli Caldas

 

      Estamos no mês em que comemoramos o nascimento de nosso salvador.

      Muitos contestam a data. Dizem com ironia:

     -Dezembro em Belém é época de frio, de neve, como então os pastores poderiam estar cuidando das ovelhas nos campos?

      Muitas vezes devíamos deixar nossa mente analítica de lado e usar apenas da Fé que recebemos em nosso batismo.

      Sabemos que a Bíblia usa de figuras para nos apresentar a história de nossa salvação.

      Dezembro é apenas uma data para refletirmos da importância de Cristo em nossas vidas. Seu ensinamento de amor ao Pai e aos irmãos. Quem sabe foi Junho, Julho ou Agosto o mês real.  Isto, no entanto, é importante?

      Não! O que nos importa realmente é que Deus, nosso Pai, nosso Criador, se fez um de nós e habitou em nosso meio para nos abrir os olhos, os ouvidos e o coração. As leis de Moisés, ditadas pelo Espírito Santo, foram mal interpretadas no passado. A preocupação com a higiene e a saúde foi acreditada serem pecado contra a Fé e assim seguidas rigorosamente esquecendo-se do verdadeiro ensinamento de Amor ao próximo.

     Em nome da interpretação humana, quantas vidas foram sacrificadas, humilhadas e exploradas.

     Deus, porém, em sua infinita misericórdia não nos abandonou e nos mandou seu filho para que, assumindo toda nossa culpa, carregasse nosso egoísmo, orgulho e soberba até o alto da cruz.  Morrendo nos livrou da morte e ressuscitando nos deu a vida eterna.

     Dezembro inicia, logo no dia oito, homenagem a mulher escolhida, a Virgem dedicada, a mãe do filho de Deus. No final do mês comemoramos o nascimento do garoto abençoado. Aquele que desejou nascer da barriga de uma mulher, igual a qualquer ser humano. Em uma manjedoura ao lado de animais, os mais humildes e servidores do homem. Já ali estava mostrando a que viera. De uma família de trabalhadores braçais que usavam de suas mãos para confeccionar conforto aos humanos.

    O filho de Deus, do Rei, e, Rei Ele próprio, nasceu na humildade para servir e não ser servido. Durante toda sua vida não exigiu prerrogativas, foi mais um no meio da multidão.

    E ao morrer, foi no meio da escória que preferiu ser levantado ao alto.

    O que dizer desse Deus Amor?

    O que dizer desse Deus Criança, deitado em sua manjedoura?

    Ele é o verdadeiro Rei aquele que devemos seguir, Amar, Respeitar e tentar imitar, mesmo com toda a nossa imperfeição.

    Durante o mês, nós católicos, costumamos fazer a novena em preparação a este grande evento, que ela seja de verdadeiro respeito e temor por este misterioso milagre da vinda de nosso Mestre. 

    Viva Cristo no mais alto dos céus e dentro de nossos corações.

                            

                                                     EU, PASSARINHO!

                                                     Por Elaine Ventureli Caldas

 

           “Mc 13, 24-32 “O céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão”

 

           Plagiando Jesus, nosso grande poeta, Mario Quintana,diz:

        “-Eles passarão, eu passarinho”.

            Sim, a mediocridade passará, a humanidade se renovará, mas assim como as palavras de Cristo são eternas, como Ele é eterno, todo aquele que tem a alma de poeta, a sensibilidade para ver mais longe, se transformará em um “passarinho”, que batendo as asas singrarão rumo ao infinito.

            O poeta não se contenta com as mesquinharias do presente. Riquezas materiais, prestígios, são pequenos presentes que os pobres, os menos altivos exigem receber. No entanto, tudo passa, sepultado com a velha vestimenta. Somente os verdadeiramente grandes, onde o espírito está unido ao Pai consegue bater asas e voar.

            A imaginação é o limite e Mário Quintana foi um deles. Suas asas douradas não se limitaram ao pequeno espaço e a prisão terrena. Não! Alçou vôo e deu um sentido novo aos sonhos que acalentou. Abriu espaço e sob sua sombra nos carrega através desse sonho azul, que muitos desejam, mas são poucos os que conseguem.  

            Escreveu Quintana:

            "Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas.Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida -a verdadeira-em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira".

            Muitos poetas talentosos, infelizmente, deixam que nuvens negras escureçam seu horizonte.

            Que pena!

            Como seria bom se todos conseguissem libertar-se das garras do egoísmo e deixar a Luz iluminar suas almas. Quem sabe um dia... Quem sabe! Possamos exclamar jubilosos como ele:

            -“Os outros passarão, eu passarinho” voando feliz ao encontro do infinito.

                                             

                                      DIA NACIONAL DA FAMÍLIA

                                                  Por Elaine Ventureli Caldas

         Lembra-se como foi? Éramos dois adolescentes encantados com a vida.

         Nossos olhos se encontraram e logo uma luz brilhou. Tínhamos a eternidade à nossa frente. Nada nos podia deter. Imaginávamos ser os donos do mundo e naquele momento realmente éramos. De vagar nossas mãos foram se encontrando. Um sorriso aflorou em nossos lábios e as palavras surgiram espontâneas:

        --- Quer namorar comigo?

        --- Sim! Claro! Os anjos disseram amem e foi logo depois, no dia dedicado à família, oito de dezembro, que juramos amor eterno junto ao vigário. As testemunhas estavam presentes. ELE estava presente nos abençoando. Logo no ano seguinte levávamos à pia batismal o fruto desse amor.

       Outros vieram coroar nossa felicidade. Felicidade?  Foram somente de alegrias que vivemos? Claro que não! Como a roseira vermelha de perfume inigualável que desabrocha em nosso jardim, os espinhos também vieram. Presenciamos e superamos suas picadas em nossas carnes. O sangue rubro correu como gotas inundando muitos momentos.

      Nossas mãos unidas, no entanto, não se abriram, continuaram enlaçadas, um dando força para o outro e assim continuamos nossa caminhada. No começo nossos passos ágeis seguiram confiantes, nos amparando ao toparmos com as pedras que encontravamos pelo caminho.

      Dia oito de dezembro se aproxima e comemoraremos mais um ano, quarenta e três ao todo. Uma vida, uma história, onde o sorriso muitas vezes veio molhado de lágrimas, mas pergunto querido:

      --- Valeu a pena? Quanto anos ainda restam? Estaremos aqui juntinhos no ano que vem? Talvez sim, talvez não. O que importa é que, aquele que for primeiro, na eternidade guarde o lugar do outro.  Colocando uma rosa vermelha ao seu lado para que todos vejam que ali tem um dono e seu perfume exale como a marcar o sentimento que sempre nos uniu.

                                         

TALENTOS

                                            Elaine Ventureli Caldas

 

Sl.119-11 – "Escondi  a tua palavra no meu coração,

 para eu não pecar contra ti. "

                                                        

                                                       Deus, meu pai,

Quantos talentos me deste!

Cobriste minha alma

De cores mil.

 

Deste-me olhos de ver

Deste-me boca de falar

Deste-me mãos de escrever

Deste-me enfim a sensibilidade.

 

Através destes dons

Fizeste-me um coração amante

Onde sua palavra frutificou

Doce como o mel.

 

Não guardei escondida

No meu egoísmo humano

Mas fiz dela explosões

Que iluminaram meu céu anil.