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                  ARQUIVO - 10 -       

                           

                                          NOVEMBRO - 2006

DATAS DO MÊS

02/11 - FINADOS

15/11 - PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

19/11 - DIA DA BANDEIRA

                                          

E A ELEIÇÃO ACONTECEU!  BANDEIRA DO BRASIL REPÚBLICA

 

                                      E A ELEIÇÃO ACONTECEU!

 

    Agora é esperar! É ver se vai haver mudanças de comportamentos!

      A esperança é termos um período de tranqüilidade e de responsabilidade de nossos representantes eleitos! Que a palavra “corrupto” fique no passado e não retorne!

      Há necessidade de muito trabalho e o Brasil não pode ficar em segundo plano. A população confia nos homens que elegeu e que mereçam tal confiança.

       Todas as formas possíveis de amenizar o desemprego deverão ser adotadas. Crianças e adolescentes necessitam de orientações e a escola deverá ser um dos principais alvos da política, não para debates sem resultados, mas para definições sérias e duradouras.

       Ganhadores e perdedores devem dar as mãos sem vínculos de benefícios, pois este é o grande mal que tem pairado. Que os projetos que trazem bons resultados para a nação não sejam guardados, que fluam constantemente e se transformem em leis.

       Oposição e Governo em união só podem resultar na melhor forma de dirigir o País e, se divergências houver que não sejam por querelas nem para prejudicar este ou aquele partido.

        A transparência mais do que nunca deverá ser utilizada. Para isto já existe o site, que deve ser divulgado com maior empenho.

        O BRASIL ESPERA UMA NOVA MENTALIDADE POLÍTICA, UM NOVO TEMPO E AGUARDA PODER NO FINAL DE QUATRO ANOS AGRADECER O OUTUBRO DE 2006 E PARABENIZAR TODOS OS NOSSOS REPRESENTANTES.

                                                             Por Armando de Oliveira Caldas

                                     

                    BANDEIRA DO BRASIL

                                            

     Nossa identidade, nossa forma de mostrar alegrias, revoltas e tristezas.

     Está na paz e na guerra. Marco indiscutível de nossa presença. Até numa viagem sideral já esteve.

     Com uma roupagem um pouco diferente levou soldados para o front nas guerras do Império. Com a república ganhou o circulo azul estrelado e a faixa branca da Paz.

     As gerações se repetem, mas ela não envelhece. Sua presença é marcante e quantas crianças não sentiram e sentem orgulho desse pavilhão sem igual. Nossa raça miscigenada a olha com amor e sempre quer vê-la despontar nos grandes eventos.

      Desgostosa em brigas internas deixa que a levem, na esperança da união.  

      Na segunda grande guerra enfrentou os inimigos.

      Alegre no esporte serve até de abrigo para atletas.

      É rainha, nosso símbolo. Em seu trono vela pelo Brasil.

     Vibra com as festas, mas chora com a corrupção e com a hipocrisia dos políticos. É elegante, bela e pura, mas se revolta quando vê seu patrimônio ameaçado.

      Está presente em todo nosso território como um manto a proteger nossa Nação.

      Não gosta de mentiras, de ser usada para legitimar coisas erradas, de ser exposta por falsos ideais.

      Ela é vida e alma dos brasileiros.

                                                                 Por Armando de Oliveira Caldas

                                   

 

                          REPÚBLICA

                                                        Clique aqui para ver ampliado!

   É importantíssimo conhecermos nossa história. Ela representa a nossa vida no correr do tempo. 

   Muitas vezes a deixamos de lado, esquecendo tudo o que foi feito para mantermos um território tão grande. Contudo, no apanhado simplificado a seguir, apenas parte do período republicano será mencionado.  Não seria possível num artigo apenas,  colocar todos os acontecimentos, mas lembrar algumas coisas é significativo e, quem se interessar por maiores detalhes poderá entrar no site:

    http://elogica.br.inter.net/crdubeux/historia.html

1 – Em 15 de Novembro de 1.889 nasce a República. Transforma-se então os hábitos políticos do Brasil. Foi proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca que em seguida tornou-se o primeiro presidente que governou até 23 de Novembro de 1891, quando passou o cargo para o vice,  Marechal Floriano Peixoto. Deodoro era um militar valente, mas fraco como político. Em conseqüência de seus atos era eminente um levante armado sob a chefia do Almirante Custódio de Melo e, ante a possibilidade de uma sangrenta guerra renunciou.

2 – O segundo presidente – Marechal Floriano Peixoto – de 1.89l a l.894.

      Peixoto conseguiu consolidar a República, mas passou todo seu governo a abafar revoltas, recebeu a alcunha de “Marechal de Ferro”. Os principais movimentos foram: Revolta da Fortaleza de Santa Cruz, Manifesto dos 13 Generais, Revolução do Rio Grande do Sul e Revolta da Armada. Possuía rara soma de qualidades morais.

3 – O terceiro presidente – Prudente de Morais – de 1.894 a 1.898.

      Era um homem experimentado e enérgico, mas não a energia da espada, mas da lei. Destaca-se no seu governo a posse por arbitragem da Ilha Trindade, ocupada pelos Ingleses e do Território das Missões reclamado pela Argentina. Em ambos os casos figura a presença do Barão do Rio Branco. Foi também no seu governo que ocorreu a sangrenta Campanha de Canudos.

4 – O quarto presidente – Campos Sales – de  1.898 a 1.902.

      Ex-Ministro da Fazenda, procurou acertar as finanças. Prudente de Morais tivera muitos gastos com os conflitos e a economia estava péssima. A restauração financeira foi baseada no controle de gastos e no lançamento de novos impostos. Embora o País atravessasse uma crise, ainda surgiu o problema do Amapá, onde um grupo de soldados franceses havia invadido. O Governador do Território Veiga Cabral deu combate e o capitão Lunier foi morto. Houve arbitramento pela Confederação Suíça regulamentando a posse para o Brasil. As pretensões de alguns franceses iam até às margens do Amazonas. Mais uma vez o Barão do Rio Branco vencia.

5 – O quinto presidente – Rodrigo Alves – de 1.902 a 1906.

      Cuidou dos portos e das vias de comunicação. Transformou a então Capital Rio de Janeiro. Destaca-se no seu mandado Oswaldo Cruz que acabou com a febre amarela. Não ficou livre dos levantes militares. Mas o fato mais importante foi a compra da Bolívia do atual Estado do Acre por dois milhões de libras e liberdade de trânsito para os bolivianos. Isto colocou fim à revolução encabeçada por Plácido de Castro. O acordo foi conseguido através do Tratado de Petrópolis em 17 de novembro de 1.903. Mais uma vez entra em campo o Barão do Rio Branco, conseguindo anexa-lo ao Brasil.

       Ainda no seu mandato houve a regulamentação de limites com a Guiana Inglesa.

       Importante observar que a partir de 1.904 o Brasil passou a figurar entre as Grandes Potências.

6 – O Sexto Presidente – Afonso Pena – de 1.906 a 1.909.

      Continuou a política de melhoramentos do anterior, foi progressista, mas faleceu em junho de 1.909, durante o mandato.

7 – O sétimo presidente – Nilo Peçanha – l.909 a 1.910.

       Era vice de Afonso Pena e apenas continuou até o término. Embora o curto espaço foi considerado notável em suas atividades, com muito progresso material.

8 – O oitavo presidente – Marechal Hermes da Fonseca – de 1.910 a 1.914. 

      Considerada fraca a sua gestão. Enfrentou as revoltas do batalhão naval do Rio e depois a revolta do batalhão naval da Ilha das Cobras. Teve que intervir nos Estados do Amazonas, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pará. Além desses problemas produziram-se conflitos sangrentos a respeito do Contestado, entre o Estado do Paraná e Santa Catarina.

      Durante seu governo morreu o Barão do Rio Branco em 1.912.

9 – O nono presidente – Vensceslau Braz – de 1.914 a 1.918.

      Recebia de seu predecessor péssimas finanças e opinião pública agitada. Apesar das dificuldades conseguiu reerguer a economia. Declarou guerra à Alemanha por haver torpedeado navios nossos. Deixou toda a nação em alerta. O Brasil mandou suprimento aos aliados, uma missão médica, um corpo de aviadores e seis navios. A guerra foi de grandes conseqüências para nossa indústria, pois nos vimos obrigados a suprir a nós mesmos.  

10- O décimo presidente - Epitácio Pessoa – de 1.919 a 1.922.

      Foi um governo forte e animado de espírito civilista. Destacam-se em seu governo obras contra a seca do nordeste. Procedeu-se também o recenseamento.

11- O décimo primeiro presidente – Artur Bernardes – de 1.922 a 1.926.

      Teve um governo agitadíssimo. Mesmo assim, conseguiu manter o País em franca prosperidade. No seu governo ocorreu a chamada “revolução de 1.924” em São Paulo, comandada pelo General Isidoro Dias Lopes. Após três semanas de luta na capital, os rebeldes escaparam das forças governamentais e durante dois anos percorreram o sul e centro do País, com graves inconvenientes e prejuízos material, para as regiões atingidas.

      No seu governo faleceu um dos homens mais inteligentes do Brasil – Rui Barbosa.

12- O décimo segundo presidente – Washington Luís – de  1.926 a 1.930.

      Recebido com aplausos por todos, teve nos três primeiros anos de seu mandato, um governo obedecido e construtor. No último ano recomeçaram as intrigas políticas e poucas semanas antes de terminar seu quadriênio, foi o presidente deposto por uma junta militar.

13 – O décimo terceiro presidente – Getúlio Vargas – de 1.930 a 1.945.

      Neste caso é necessária uma explanação.

      Situação da época: a representação popular era uma farsa. Fraudulentas eram as eleições, feitas pelos “coronéis”, que acabou gerando o tenentismo.

      Getúlio Vargas deixara a Pasta da Fazenda para ocupar o governo do Rio Grande do Sul. Tinha pretensão ao governo federal, bem como o governador de Minas Antonio Carlos de Andrada. No entanto os candidatos apresentados foram Júlio Prestes e Vidal Soares. Assim, Minas e Rio Grande do Sul transformaram-se em dois focos de grande rebeldia. Na Paraíba contavam com o apoio de João Pessoa.

      O colapso da Bolsa de Nova York e seu reflexo no Brasil auxiliaram o conflito armado. Liderada por Getúlio a Revolução de 30 tomou o poder, estabelecendo-se o Governo Provisório.

      Getúlio passara então a dirigir o País, suspendendo a Constituição de 1.891.  Começa então o que pode ser chamado de Segunda República.

       Vejamos então uma resumida análise de seu mandato.

a)    – Governo Provisório – Os primeiros tempos foram difíceis. Enfrenta em 1.932 a sangrenta Revolução Constitucionalista de São Paulo. Em 1934 promulga a nova Constituição.

b)    – Golpe de 1.937 – A vida parlamentar fora integrada. Os partidos voltaram a fervilhar. Os mais influentes eram o comunista e o integralista, antagônicos. Em 1935 atuou contra a tentativa de revolução comunista. Em novembro de 1.937, diante dos atritos partidários que continuavam, derrogou a constituição e começou a governar discricionariamente.

c)     – Organização da Unidade Nacional – Suspendeu as bandeiras estaduais e nacionalizou os centros imigratórios. As polícias públicas passaram a ter caráter civil.

d)    – Defesa Nacional – Introduziu importantes melhoramentos nas forças armadas. Criou o Ministério da Aeronáutica. Instalou Siderurgia com o fim de fabricar as próprias armas.

e)    – Prestígio Internacional – A Bolívia e o Paraguai estavam numa guerra que os ensangüentavam. A região de litígio era o Chaco e, o Brasil conseguiu intermediar para um acordo. Outro é o caso Letícia entre paises andinos. Fatos que colocaram nosso País com grande prestígio.

f)      - O Brasil na Segunda Guerra – A FEB – Força Expedicionária Brasileira cobriu-se de glórias nos campos de batalha na Itália.

g)    – Houve grandes empreendimentos, progresso material, progresso intelectual e espiritual.

h)    – Deposição de Getúlio – Ocorre em 29 de outubro de 1.945 com auxílio dos ministros militares. Assume a presidência José Linhares até a eleição do novo presidente.

14 – O décimo quarto presidente – Eurico Gaspar Dutra – de 1.946 a 1.950.

         Em 1.946 promulga a nova constituição. Acatou os interesses da classe dominante. Promoveu o aperfeiçoamento da assistência estatal nos setores de saúde, alimentação, transporte de energia. Adotou uma política econômica liberalizante. Proibiu os jogos de azar. Inaugurou a primeira estação de TV. Alinhou-se aos norte-americanos na Guerra Fria. Abriu importações à produtos norte-americanos (bens supérfluos e obsoletos). A moeda cruzeiro foi desvalorizada. Enviou tropas para o Canal de Suez.

 

         Devido a extensão do assunto, vejam o estudo dos demais presidentes no site indicado acima, ou seja:

http://elogica.br.inter.net/crdubeux/historia.html

 Faltam os seguintes:

15 – O décimo quinto presidente – Getúlio Vargas – l.951 a 1.954 (suicidou).

16 e 17 – O décimo sexto e o décimo sétimo – Café Filho e Carlos Luz – 1.954.

18 – O décimo oitavo – Nereu Ramos – em 1.955.

19 – O décimo nono presidente – Juscelino Kubitschek – 1.956 a 1.960.

20 – O vigésimo presidente – Jânio Quadros – 1.961, renunciou após oito meses.

21 – O vigésimo primeiro presidente – João Goulart – de 1.96l a 1.964.

         Instalou-se o parlamentarismo, tendo sido primeiros ministros os seguintes: Tancredo Neves, Francisco Brochado da Rocha e por último Hermes Lima. Em 1.963 foi restaurado o presidencialismo. Foi deposto por uma ditadura militar em l.964. Pascoal Ranieri Mazzili, presidente da Câmara assume a Presidência.

22 -  O vigésimo segundo presidente – Pascoal Ranieri Mazzili – 1.964 – pouco tempo na presidência.

23 – O vigésimo terceiro presidente – Marechal Castello Branco – 1.964 a 1.966.

24 – O vigésimo quarto presidente –Marechal Costa e Silva – 1967 a 1969.

25 – O vigésimo quinto presidente – Gal. Emilio Garrastazu Médici – 1.969 a 1973.

26 – O vigésimo sexto presidente – Gal. Ernesto Geisel – 1.974 a 1978.

27 – O vigésimo sétimo presidente – Gal. João Baptista Figueiredo – 1.979 a 1.984.

28 – O vigésimo oitavo presidente – José Sarney – l.985 a 1.989. Era vice de Tancredo Neves que faleceu antes de assumir a Presidência.

29 – O vigésimo nono presidente – Fernando Collor de Mello – 1.990 a 1992 – sofreu impeachment, assumindo o vice Itamar Franco.

30 – O trigésimo presidente – Itamar Franco – 1992 a 1994.

31 – O trigésimo primeiro presidente – Fernando Henrique Cardoso -  1.995 a 2001 – cumpriu dois mandatos por reeleição.

32 – O trigésimo segundo presidente – Luiz Inácio Lula da Silva – 2.002 a 2006. Reeleito neste ano.  

                                      Levantamento de dados por Armando de Oliveira Caldas