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HISTÓRIA DO GRUPO DAS 4JAN.2006-TEXTO ABERTURA FEV.2006-GRUPO DAS 4       

UM COMPUTADOR!

 

                                               HISTÓRIA DO GRUPO DAS 4

       Como iniciou?

     Do sonho de quatro amigas. Três eram donas de casa, gostavam de escrever, porém não tinham coragem de mostrar o trabalho nem mesmo para os familiares.

        Uma delas era amiga das outras três e conhecia o trabalho de cada uma. Um dia resolveram se unir. As apresentações foram feitas. Os textos foram lidos. As poesias declamadas e no final um lanche foi servido.

       A alegria por descobrirem almas gêmeas, que amavam o mesmo tipo de arte, fez com que resolvessem se reunirem uma vez por semana. Estava formado o Grupo das "4". Como o coração de mãe é grande e sempre cabe mais um, imagine os corações de quatro mães?

      Assim,, maio de 1994 marcou a fundação do Grupo das "4"  com MARIA FRANCISCA DA SILVA VENTURELLI, HELENA BAPTISTA RIBEIRO (falecida), NILZA ALVES DE PONTES MARQUES e ELAINE VENTURELI CALDAS.

      Outros companheiros foram aparecendo, colaborando e aprendendo, o que nos propiciou editar dois livros: Chá das "4" e Cantos da Serra.

       Durante as reuniões(*), as leituras, as declamações, as cantigas e o som das violas e violões embalam a harmonia de noites inesquecíveis.

        (*) Reuniões: toda primeira quinta feira de cada mês a partir de 2006.

                                                                                                                    

                                 GRUPO DAS "4"

                                                              ANDRADAS - MG

                                               

 

                                                   JANEIRO - 2006 -

                                     Texto de abertura

         Será que podemos dizer:

         --- Este é o ano 2006?

         Sim, em nosso calendário.

         Antes de entrar em detalhes, façamos uma rápida viagem ao universo.

         Milhares de galáxias ou milhões, ou ainda bilhões delas, a ciência não está preparada para dizer quantas. Dentre elas só uma nos interessa e seu nome é Via Láctea.

          Em nossa ilha estelar bilhões de sóis iluminam trilhões de planetas.

          Mas onde estamos?

          Nosso sol é um pontinho insignificante instalado na periferia da última espiral. Portanto, o nosso astro rei e toda sua família praticamente desaparecem diante da imensidão sideral.

           E a Terra?

           É nossa morada, onde arrogância sobra entre muitos ínfimos seres que a habitam.

           Esta é a realidade.

          Apesar de nossa insignificância diante da magnitude universal é aqui que vivemos. Um planeta bem velhinho, com quatro bilhões e meio de anos.

          E o que tudo isto tem com nosso calendário?

         Simples, muito simples. Podemos supor que após dois bilhões de anos a Terra estivesse pronta para a vida. Será possível? A ciência não considera esta hipótese. Continuando, digamos que tenha sido após quatro bilhões, ainda nos sobrariam quinhentos milhões de anos. Mesmo assim, a história que conhecemos nos conta coisas de no máximo quinze mil anos, parcela irrisória diante dos mencionados quinhentos milhões. No entanto, achados arqueológicos vem reforçando a existência de civilizações anteriores.

          Então, em que ano poderemos estar?

          Quem sabe:     1.000.002.006 ou 1.002.006?

 

          O atual calendário é o Gregoriano instituído a partir de 15.10.1582 e teve por origem o calendário Juliano utilizado até a data referida. 

           VIVA 2006!      

                                                                           Armando de Oliveira Caldas

                                      

                                             FEVEREIRO - 2006 -

                                               GRUPO DAS 4

                                                       Texto de Nilza Alves Pontes Marques

                                                       enviado para a Câmara Municipal de Andradas

                             

            O Grupo das Quatro teve início em 19/05/1994 com a união de quatro senhoras: Elaine Ventureli Caldas, Helena Baptista Ribeiro, Maria Francisca da Silva Venturelli e Nilza Alves de Pontes Marques que se divertiam em ler seus escritos. No início os encontros eram semanais e após se conscientizarem da dificuldade em se criar tanto material  numa semana, passou a ser mensal.

              O objetivo principal é ouvir e ser ouvido. De escrever, de deixar a imaginação vagar, de correr atrás dos sonhos. De se divertir e divertir os outros. Com a chegada dos seresteiros, encheu-se de vida em encontros deliciosos. Em fraterna harmonia.

            Há também o lado social e humanitário, com resgate e valorização do indivíduo inserindo-o na sociedade.

              Para freqüentar o Grupo das Quatro existe apenas uma exigência: gostar. Ninguém pergunta a quem chega, de onde vem ou para onde vai. Apenas é recebido de braços abertos, não interessa o credo, o partido político, a situação financeira, o tipo de vida, a cor. Todos se irmanam durante as reuniões. Não existe um diretor, um presidente, estatuto, nada. Tudo é resolvido em conjunto. E foi em conjunto que se criou o livro Chá das quatro, e ainda, o Cantos da Serra. Neles foi colocado um pouco das fantasias, dos sonhos de cada um.

              O Grupo das Quatro é formado por gente simples mas que transpira poesia e arte. Não há ninguém debruçado sobre livros que enaltecem a cultura mas sim, pessoas que sentem prazer no que fazem. Isto é arte pura. Sem marcas de outros autores.

               Participando de concursos literários em vários locais do país, o grupo eleva o nome de nossa cidade. Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Boa Esperança, Jacutinga, Campinas, S.J. da Boa Vista, Brasília. E até em Paris. A classificação nestes concursos eleva o nome de Andradas. 

                              

                                                FEVEREIRO  2006

                                                      UM COMPUTADOR!

 

            Quando nascemos recebemos o maior presente que Deus poderia nos dar: UM COMPUTADOR.

            Um computador gigante, capaz de armazenar uma infinidade de fatos além de comandar todos os gestos de nosso corpo. Desde o andar, o falar, o movimentar os olhos, os dedos, de nos avisar que algo está errado ou certo, de nos alertar sobre o perigo, de nos proteger, até a satisfação de conseguirmos criar por nós mesmos o que quisermos.

             É impossível imaginar nosso corpo sem ele.

             O cérebro é o nosso guia na existência.

            Vendo esta maravilha de seu corpo, o homem vem procurando copiar através de máquinas as funções dele próprio. Quase tudo vem conseguindo, menos colocar alma nas coisas que fabrica.

            Valorizar a si próprio é procurar utilizar esta nossa ferramenta que nos abre horizontes sem fim.

             Como fazer isto?

             --- Lendo, escrevendo, colocando no papel tudo aquilo que aprendemos. Transmitindo para os semelhantes os preciosos conhecimentos que vimos assimilando.

             Tudo que existe e que chamamos de moderno é fruto de projetos que primeiramente foram escritos. O que muitas vezes nos surpreende nada mais é que a soma de princípios imaginados e posteriormente experimentados na prática.

             Seja um veículo, um trator, uma televisão, um eletrodoméstico, a música ou todas as demais formas de entretenimento, tudo acontece em função do conhecimento.

          Alimentar nossos neurônios é a forma de entendermos tudo, de acabarmos comprovando que nosso computador é o mais perfeito que existe.

             Um conto, uma crônica ou poesia ativa nossa criatividade, associam dados à nossa “máquina”, permitem deduções de suma importância para nosso desenvolvimento.

              Muitas vezes falamos: --- “uma coisa leva a outra”. É uma grande verdade. Por exemplo: uma poesia, fala geralmente do amor em todas as suas formas. Conseqüentemente ela está se reportando à vida, à união do homem e da mulher e ao conseqüente aparecimento de novos “computadores”. Mas não é apenas isto, muitas vezes o conteúdo fala da natureza o que nos lembra que temos de preservá-la e para que isto ocorra teremos que primeiramente elaborar um projeto e assim por diante. 

              Carregamos nosso cérebro para todos os lados, importante, por comando dele próprio. Ávido de conhecimento assimila tudo que lhe é mostrado, deduz e por vezes entende como certo que o caminho a seguir por vezes é o errado. Daí ele entra em pane e manda o corpo fazer coisas que nunca deveria ser feito. Imediatamente deverá ser levado para conserto.

               Bons conhecimentos são alimentos incontestáveis para nossa massa cinzenta. Evitemos colocar nos arquivos tudo aquilo que é degradante, que desvirtua a finalidade da vida.

                Vamos evitar os vírus!   

                                                                                 Armando de Oliveira Caldas