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                                                  GRUPO DAS "4"

Bem vindo, conheça nosso trabalho.

        Somos um grupo de pessoas que gosta de literatura e artes em geral.

      O Grupo das "4" não é uma academia, tão pouco uma organização de intelectuais.  É formado por homens, mulheres e até crianças.  Também não existe discriminação de raça, cor, religião ou grau de conhecimento.

      Mensalmente cada um expõe o que vai  na alma: lendo, declamando, cantando ou executando um instrumento.

                                    

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"A Luneta Mágica"  

Por Elaine Ventureli Caldas (em memória)

 

            Os anos passam e quanto mais vivemos mais aprendemos. Costumo dizer brincando para meus filhos:

    A única coisa que aprendi com a idade foi ficar de boca fechada.

Como diziam os mais velhos: — “Em boca fechada não entra mosca”. Provérbio que cada vez mais comprovo ser verdadeiro.

Por que digo isso?  Já vou explicar.

Durante minha mocidade e parte da idade madura sempre procurei encontrar nas pessoas a perfeição.  Quando julgava encontrar alguém que aparentava alegria, honestidade, calma, bom senso, etc., me apegava  crendo haver encontrado aquele que de fato servia para ser meu amigo. Meu entusiasmo e minha ingenuidade era tamanha que acabava fazendo dele meu confidente.  Ali despejava toda minha alma num arroubo de confiança.

Quantas vezes me desiludi!  Cheguei a perder as contas.  Com o tempo fui ficando mais cautelosa e limitei meu círculo de amigos a poucas pessoas e mesmo assim com reservas.  Dizem que o mineiro “Confia desconfiando”, e de fato passei a fazer jus ao dito popular.

Admirava e respeitava os artistas em qualquer área: plásticas, de letras, cênicas, enfim todo aquele que era capaz de criar, para mim era um pedacinho de Deus aqui na terra.  Talvez por pensar assim resolvi me dedicar as artes.  Aprendi pintura, desenho, artesanato, literatura.  Queria de alguma forma estar em contato com esses seres privilegiados.  Qual não foi a decepção ao constatar que eles eram simples mortais querendo apenas se tornar “alguém” no cenário artístico e deixar um “nome” no mundo onde por um breve período de tempo haviam habitado.

Percebi o despeito e a inveja que sentiam quando alguém conseguia sobressair deixando-os para trás.  E quando era ele o homenageado?  Meu Deus como a soberba chegava a seus limites levando-o a empinar o nariz e olhar o outro como um rival pronto a roubar-lhe a coroa.

Por algum tempo e tendo a consciência do que descobria cheguei a definhar sentindo uma depressão angustiante.   Lembrei-me então de uma história que li há muito tempo: Um homem queria conhecer a humanidade como ela era realmente.   Seu desejo foi atendido e ele ganhou uma luneta mágica.  Quando olhava por um dos lados via um santo; do outro a hipocrisia que existia dentro da mesma pessoa.   Sorri satisfeita e agradeci ao Criador.  De fato não nos cabe endeusar o ser humano, nem tão pouco julgá-lo.  Afinal de contas estamos no mesmo barco e somos feitos a imagem e semelhança do Onipotente, mas não deixamos de ser filhos de “Adão e Eva”.

Passei então a aceitar meus irmãos como aceito a mim mesma, um ser imperfeito em busca da perfeição.

Nesta época estava internada no hospital.  Olhei para a parede branca onde me encontrava e na fisionomia de minhas companheiras de quarto e senti uma piedade enorme.  Como somos pequeninos perto daquele que estava crucificado ali, logo acima de nossos leitos.  Só Ele alcançou a perfeição e para isso deu a vida a todos nós, pecadores e santos.  Caminhamos pelas veredas que nos mostrou e tentamos entrar pela porta estreita que nos leva a Ele.

Como é difícil, mas nos dando as mãos e procurando nos compreender e aceitar quem sabe consigamos.

 

                                              

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                          O grupo das quatro não é uma

                                     reunião de poetas...

                                                 É muito mais que isso, é uma

                                                              união de amigos.

                                                                                          (Idaildo Henrique Prado)

 

                                         

 

                      

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